Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio

Bombas de extração de petróleo, Irã, Oriente Médio
Reuters
Os preços do petróleo subiam nesta segunda-feira (4) após a agência iraniana Fars relatar um incidente envolvendo um navio de guerra dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz.
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A notícia aumentou o temor de uma interrupção prolongada em uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
🔎Por volta das 8h25 (horário de Brasília), o petróleo Brent avançava US$ 3,74, ou 3,46%, a US$ 111,88 por barril, depois de ter recuado US$ 2,23 na sexta-feira. Já o petróleo dos Estados Unidos (WTI) subia US$ 3,43, ou 3,36%, a US$ 105,36 por barril, após queda de US$ 3,13 na sessão anterior.
Segundo a Fars, um navio de guerra americano que tentava atravessar o Estreito de Ormuz foi forçado a recuar após ignorar um aviso do Irã. A agência, citando fontes locais, afirmou ainda que dois mísseis teriam atingido a embarcação perto da região de Jask.
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A Marinha iraniana também declarou que impediu a entrada de navios militares dos EUA na área. As informações, porém, não puderam ser confirmadas de forma independente. Não houve resposta imediata dos Estados Unidos, mas o site Axios citou uma autoridade americana negando que qualquer navio tenha sido atingido.
Mesmo antes dos relatos, os preços do petróleo já operavam em alta, pressionados pelas interrupções no fluxo da commodity pelo estreito.
“A tendência dos preços segue de alta enquanto a passagem pelo estreito continuar limitada”, afirmou Giovanni Staunovo, analista do UBS.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país pretende ajudar embarcações retidas na região. Ainda assim, os preços permaneceram acima de US$ 100 por barril, diante da ausência de um acordo de paz e das restrições ao tráfego marítimo.
Em resposta, militares iranianos alertaram nesta segunda-feira que reagirão com firmeza a qualquer presença considerada ameaçadora no estreito.
No domingo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) informou que vai aumentar a produção em 188 mil barris por dia em junho para sete países, marcando o terceiro mês seguido de elevação.
O ajuste repete o volume acordado para maio, sem a participação dos Emirados Árabes Unidos, que deixaram a Opep em 1º de maio. Ainda assim, a expectativa é de que boa parte desse aumento não se concretize, já que o conflito envolvendo o Irã continua afetando o fornecimento de petróleo na região.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com