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Empresas nos Estados Unidos adotam bolsas lacradas para

Empresas nos Estados Unidos adotam bolsas lacradas para
  • Publishedmaio 3, 2026

Empresas nos Estados Unidos adotam bolsas lacradas para guardar celulares de funcionários durante o expediente, com o objetivo de diminuir distrações e proteger informações sensíveis. A medida vem sendo aplicada desde aproximadamente 2021 em alguns setores, incluindo tecnologia e verificação digital, em locais como a Califórnia.

O sistema consiste em pequenos sacos lacrados, que só podem ser abertos em estações magnéticas específicas. Diferente de armários comuns, as bolsas permitem que os trabalhadores percebam notificações urgentes por meio de vibrações ou luzes, mas impedem o uso contínuo dos aparelhos. Durante os intervalos, o uso dos celulares é liberado.

A empresa ID.me, que implementou essa prática há cerca de três anos para seus 290 funcionários, relata melhoria na concentração e na interação entre colegas, apesar da resistência inicial. Segundo o vice-presidente Kyle Scofield, nos primeiros meses houve descumprimento e queixas, mas atualmente a adesão é consenso entre os empregados.

Fabricante das bolsas, a Yondr informa que seus clientes abrangem setores diversos, como tribunais, agências governamentais e empresas que lidam com propriedade intelectual sensível. Graham Dugoni, CEO da empresa, afirma que muitas organizações adotam o sistema após tentativas frustradas de confiar apenas em políticas internas de uso de celulares.

No meio corporativo, o debate sobre o uso dos celulares é frequente. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase, classificou o uso constante do celular em reuniões como desrespeitoso e prejudicial à produtividade, destacando a necessidade de limites no ambiente profissional.

Especialistas apontam que os efeitos da restrição ao uso do celular no trabalho não são unânimes. Estudos indicam que a proibição pode aumentar a produtividade em tarefas repetitivas, mas nem sempre é eficaz em funções que requerem criatividade e autonomia. Adrian Chadi, professor de economia da Universidade de Southampton, explica que a reação dos funcionários pode ser negativa quando o aparelho oferece benefícios claros no trabalho.

Outra pesquisa conduzida por Eoin Whelan, da Universidade de Galway, mostra que a liberação do uso dos celulares contribui para o equilíbrio entre demandas pessoais e profissionais, sem prejudicar o desempenho dos trabalhadores. O professor observa que expectativas sobre a separação entre vida pessoal e trabalho influenciam como a política é recebida.

No Brasil, o uso de celulares pessoais pode ser restringido ou proibido durante o expediente desde que respeitados limites legais e princípios como a proteção da privacidade e dignidade do trabalhador. O poder diretivo do empregador permite a organização e fiscalização das atividades, mas sem invasão indevida.

Conforme o juiz do trabalho Luiz Antonio Colussi, a limitação deve ser proporcional e embasada no bom senso, principalmente em situações de riscos físicos, proteção de dados ou sigilo profissional. Descumprimentos das normas internas podem resultar em advertências, suspensões ou até demissão por justa causa, caso haja situações mais graves.

Especialistas recomendam que as regras sobre o uso de celulares sejam claras e contemplem exceções, como em casos de emergência e durante os intervalos. A adoção de bolsas lacradas, como nos EUA, não é comum no Brasil, mas medidas de controle já são praticadas em setores específicos.

O debate sobre celulares no trabalho segue aberto, diante do avanço da tecnologia e da necessidade de equilíbrio entre foco profissional e demandas pessoais.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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