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Custos elevados para ingresso hospedagem e transporte dificu

Custos elevados para ingresso hospedagem e transporte dificu
  • Publishedabril 30, 2026

Completar o álbum da Copa do Mundo de 2026 e assistir aos jogos nos Estados Unidos se tornou um desafio financeiro para muitos torcedores brasileiros, que enfrentam custos elevados com ingressos, vistos e transporte. O Mundial, que será realizado em 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá, apresenta despesas que ultrapassam os valores das edições anteriores e dificultam a viagem de famílias e grupos.

Embora a proximidade das sedes reduza os custos com passagens aéreas em relação às últimas Copas no Catar e Rússia, outros gastos cresceram. Hospedagem, alimentação, transporte e gorjetas nos serviços nos Estados Unidos, que podem chegar a 20%, impactam diretamente no orçamento dos brasileiros que planejam acompanhar a competição.

Além disso, torcedores terão que arcar com o transporte público para os estádios, diferente dos Mundiais de 2018 e 2022, quando o trajeto era gratuito. Em Boston, por exemplo, o trem até o Estádio Gillette custará cerca de US$ 80 (R$ 400), e o ônibus expresso reservado para portadores de ingressos sai a US$ 95 (R$ 475). Em Nova York, o valor da viagem de ida e volta para o MetLife Stadium será de US$ 100 (R$ 500).

Fernanda Zaguis, consultora em planejamento e gestão de viagens para Copas do Mundo, afirma que o aumento nos custos fez com que muitas pessoas desistissem da viagem. Segundo ela, famílias com quatro integrantes enfrentam dificuldades, porque os valores mostram crescimento em diversas áreas.

O preço dos ingressos também está entre os maiores desafios. A partida final terá ingressos a partir de US$ 11 mil (R$ 54 mil) na plataforma oficial da Fifa, e entradas mais caras podem alcançar US$ 2,3 milhões (R$ 11,5 milhões). O sistema de preços dinâmicos adotado pela Fifa visa aumentar receitas, mas especialistas apontam que isso torna o acesso ao evento ainda mais restrito.

O professor Pim Verschuuren, especialista em gestão esportiva, explica que a estratégia de preços pode financiar o futebol e a própria entidade, mas critica a forma como os recursos são distribuídos e destaca problemas antigos na governança da Fifa.

A obtenção do visto para entrada nos Estados Unidos é outro ponto delicado para torcedores. Brasileiros devem desembolsar US$ 435 (R$ 2,1 mil) para o documento, e muitos tiveram seus pedidos recusados. Países classificados pela polícia anti-imigração americana como prioritários enfrentam ainda mais restrições e podem ter que pagar caução entre US$ 5 mil e US$ 10 mil (R$ 25 mil a R$ 50 mil) para garantir a entrada.

Além disso, sindicatos dos estádios americanos exigem garantias de que torcedores com ingressos terão permissão para entrar no país, ameaçando realizar greves durante os jogos caso isso não seja garantido. Este cenário revela uma tensão entre a organização do evento e as políticas de imigração locais.

No contexto internacional, a situação também gera preocupação entre torcedores de países ricos. Na França, uma pesquisa indicou que o custo médio para acompanhar os três primeiros jogos da seleção na Copa de 2026 pode chegar a € 4,8 mil (R$ 28 mil). A Organização dos Torcedores Europeus protocolou uma queixa contra a Fifa, denunciando preços altos e falta de transparência no processo de venda de ingressos.

O desafio orçamentário para os torcedores surge em um momento em que a Fifa aumenta premiações e repasses, mas ainda enfrenta críticas sobre a gestão financeira e a relação com o público do futebol. A combinação de custos elevados, restrições migratórias e dificuldades logísticas pode limitar a participação popular na Copa do Mundo 2026.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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