Chico César lança no dia 1º de maio

Chico César lança no dia 1º de maio o álbum “Fofo”, que reúne 16 canções autorais compostas pelo artista paraibano na juventude, entre 17 e 20 anos, quando morava em João Pessoa (PB). O disco apresenta formato intimista de voz e violão, com algum experimentalismo, e inclui também composições recentes.
“Fofo” é o primeiro álbum solo de Chico César após “Vestido de amor” (2024). A maior parte das músicas são inéditas em disco e refletem a fase inicial da carreira do cantor, antes da sua mudança para São Paulo (SP). O projeto busca dar densidade às canções antigas por meio do canto e do violão, como no caso da faixa “Errerré”.
O repertório contempla ainda composições feitas após a pandemia, como “Ligue o foda-se” (2023). Duas músicas do álbum foram criadas em parceria com Pedro Osmar e Paulo Ró, integrantes do grupo Jaguaribe Carne, com quem Chico trabalhou na época em João Pessoa. Essas faixas trazem elementos de experimentalismo ao disco.
O álbum abre com “Hino da coroação”, uma faixa curta em formato vinheta, seguida por outras canções que exploram diferentes aspectos do cancioneiro nordestino, como “Saudade senhora dona”, que remete a estilos tradicionais como aboios e galopes. A faixa “Lençóis maranhenses” apresenta uma estrutura próxima à canção de amor, enquanto “Esclaridão” traz influências eruditas e é dividida em três movimentos, fazendo referência a ritmos de Catolé do Rocha (PB), cidade natal do artista.
“Snif snif” destaca-se pela intensidade do violão, embalada por uma temática sobre tristeza juvenil. A música “Eu mais ela” foi interpretada por Maria Bethânia em 2025, durante a celebração dos 60 anos de carreira da cantora, embora não tenha sido incluída no álbum da artista. “Quedar-me” apresenta influências que lembram Caetano Veloso, artista com quem Chico foi comparado no início da carreira.
O título do álbum, “Fofo”, é também o nome de uma faixa recente coautorada pela escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. A letra incorpora uma frase do livro “Americanah” (2003), da autora. Em “Profano”, a melodia menos marcante esconde uma inquietação que permeia todo o disco, refletindo traços do ativismo e engajamento político do cantor.
“De ukelele para lua” traz um ritmo mais acelerado e retrata uma situação desconfortável frente a um fã insistente. O álbum encerra com “Pobre Vila Rica”, composição que mescla passado e presente em uma narrativa autoral na voz e violão de Chico César.
“Fofo” revisita os primeiros passos da produção musical de Chico César e adiciona elementos novos, numa tentativa de conectar o passado e o presente do artista. O disco reforça características da obra do cantor, que ao longo de três décadas se consolidou na música brasileira por meio de sua voz e composições, influenciando outros intérpretes.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com