A taxa de desemprego no Brasil chegou a 6,1% no trimestre encerrado em março de 2026, informou nesta quinta-feira (30) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua). O aumento reflete a elevação da população desocupada, que somou 6,6 milhões, alta de 19,6% em relação ao trimestre anterior.
Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o desemprego teve queda de 13%, equivalente a uma redução de 987 mil pessoas desocupadas. A população ocupada totalizou 102 milhões, enquanto 66,5 milhões estavam fora da força de trabalho. Entre esses, 2,7 milhões são considerados desalentados, ou seja, desistiram de procurar emprego.
O número de trabalhadores com carteira assinada manteve-se em 39,2 milhões, e os empregados sem carteira somaram 13,3 milhões. Os trabalhadores por conta própria chegaram a 26 milhões. Já o total de trabalhadores informais foi de 38,1 milhões, representando uma taxa de informalidade de 37,3%.
A PNAD Contínua coleta dados sobre a situação do mercado de trabalho, incluindo níveis de ocupação, desemprego e informalidade em todo o território nacional. Embora o desemprego tenha subido no último trimestre, o cenário anual apresenta recuo na desocupação.
A pesquisa destaca a complexidade do mercado de trabalho brasileiro, onde a informalidade permanece elevada, indicando desafios na geração de empregos formais. O IBGE deve divulgar nos próximos meses novas informações complementares sobre o desempenho da economia e do emprego.
Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

