Robôs movidos a energia solar e controlados por inteligência

Robôs movidos a energia solar e controlados por inteligência artificial começam a atuar nas lavouras brasileiras, segundo apresentaram na Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto (SP). A tecnologia visa reduzir custos e aumentar a eficiência no combate a pragas e no monitoramento das plantações de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar.
Esses robôs autônomos operam no campo 24 horas por dia, utilizando energia solar para permanecerem em atividade constante. A capacidade de monitoramento detalhado permite que áreas de até 200 hectares sejam analisadas como se estivessem divididas em pequenos talhões, facilitando o acompanhamento individualizado das plantações.
Segundo Léo Carvalho, diretor de estratégia global da Solinftec, a novidade representa uma evolução da agricultura de precisão para a agricultura autônoma. “Essa máquina é uma inteligência artificial física responsável não só por entender o cenário do campo, mas também por agir”, afirma. Os robôs conseguem identificar problemas como falhas no plantio, surgimento de plantas daninhas e infestação de pragas em estágio inicial.
A tecnologia utiliza câmeras de alta precisão e sistemas de visão computacional para diferenciar as culturas principais das plantas daninhas. Isso permite a aplicação localizada de herbicidas, o que reduz o uso de insumos e minimiza os impactos ambientais. “Os robôs realizam a aplicação localizada, reduzindo insumos de forma sustentável, o que é um diferencial importante”, explica Carvalho.
Além da economia no uso de herbicidas, a prática ajuda a preservar a microbiologia do solo e contribui para a redução da pegada de carbono na produção agrícola. A autonomia dos robôs também libera os produtores para tomar decisões mais rápidas e eficientes, já que as informações são capturadas em tempo real.
A linha atual da tecnologia conta com quatro robôs, sendo duas delas apresentadas na Agrishow deste ano. Os equipamentos foram desenvolvidos para facilitar a manutenção e a operação, diminuindo a necessidade de assistência técnica especializada. O modelo de negócios prevê um retorno financeiro para o produtor em até um ano e meio, enfatizando a relação custo-benefício.
O uso combinado de inteligência artificial, robótica e energia limpa marca um novo estágio na modernização do agronegócio brasileiro, que busca ampliar a produtividade sem aumentar a área plantada. “A agricultura do futuro não depende de máquinas maiores, mas de soluções mais eficientes”, conclui Carvalho.
A Agrishow 2026, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, acontece até o dia 1º de maio em Ribeirão Preto, reunindo inovações que destacam a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico no setor.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com