O dólar abriu o dia nesta terça-feira (28) cotado a

O dólar abriu o dia nesta terça-feira (28) cotado a R$ 5,0073, alta de 0,49%, influenciado pelas negociações entre Estados Unidos e Irã e pela expectativa em torno da prévia da inflação no Brasil. O Ibovespa inicia suas negociações às 10h, diante do cenário global e das questões econômicas domésticas.
As tensões no Oriente Médio permanecem presentes nos mercados, com negociações entre EUA e Irã ainda sem avanços concretos. Na segunda-feira, o Irã propôs aos Estados Unidos a reabertura do Estreito de Ormuz, condicionada ao fim do bloqueio iraniano aos portos, ao cessar-fogo na região e ao adiamento das discussões sobre o enriquecimento de urânio. Esta última condição dificulta a aceitação americana, pois faz parte das principais reivindicações dos EUA.
O Estreito de Ormuz é importante para o comércio global de petróleo, sendo responsável por mais de 20% do volume transportado mundialmente. A passagem tem apresentado pouco movimento de navios, gerando preocupação sobre possíveis interrupções no fornecimento de energia, o que pressiona os preços do petróleo para cima. Na manhã desta terça, o barril do Brent, referência internacional, era negociado a US$ 106,47, após alcançar US$ 108,50 no início do dia.
No âmbito doméstico, os investidores aguardam a divulgação do IPCA-15 de abril, que deve mostrar alta de 0,95% no mês e de 4,45% em 12 meses. Esses índices são fundamentais para ajustar expectativas, principalmente no mercado de juros. Nos Estados Unidos, atenção aos índices de confiança do consumidor e aos dados de estoques de petróleo, que também podem influenciar a dinâmica dos mercados.
O Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, apontou projeções revisadas para a inflação e outras variáveis. A inflação esperada para 2026 foi ajustada de 4,80% para 4,86%, e para 2027 passou de 3,99% para 4%. A taxa Selic deve permanecer em 13% ao ano no fim de 2026, com previsão de redução ao longo do ano. A estimativa para o PIB em 2026 foi ligeiramente revisada para baixo, de 1,86% para 1,85%. Já para o dólar, a previsão para o fim de 2024 caiu de R$ 5,30 para R$ 5,25.
Nos mercados globais, os principais índices de Wall Street fecharam sem direção única na segunda-feira. O S&P 500 subiu 0,12%, o Nasdaq avançou 0,20%, enquanto o Dow Jones recuou 0,13%. Na Europa, os índices começaram a semana em baixa; o STOXX 600 caiu 0,3%, o DAX da Alemanha recuou 0,19%, o CAC 40 de Paris caiu 0,19% e o FTSE 100 do Reino Unido teve baixa de 0,56%.
Na Ásia, houve variação entre as bolsas. O Shanghai Composite avançou 0,16%, o CSI 300 subiu 0,03%, o Hang Seng de Hong Kong caiu 0,20%, o Nikkei do Japão teve alta de 1,38% e o KOSPI da Coreia do Sul valorizou 2,15%.
O câmbio e o mercado financeiro seguem atentos aos desdobramentos geopolíticos e econômicos, tanto no cenário internacional quanto no doméstico, que deverão influenciar a trajetória do dólar e da bolsa brasileira ao longo do dia.
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Fonte: g1.globo.com
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