A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou nesta

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) entregou nesta terça-feira (28) um manifesto ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestando preocupação com a tramitação das propostas que visam o fim da escala 6×1 de jornada de trabalho. Motta afirmou que o debate sobre o tema será prioridade no ano legislativo de 2026, com votação prevista para maio.

A CNI, em conjunto com as 27 federações estaduais, 98 associações setoriais e 741 sindicatos industriais, destacou que as mudanças propostas podem gerar impactos significativos na economia, investimentos e no emprego formal. A entidade alerta que a redução da jornada de trabalho pode aumentar os custos anuais com empregados formais em até R$ 267 bilhões.

Nesta quarta-feira (29), será instalada a Comissão Especial responsável por analisar as propostas. Motta anunciou a composição da comissão, com o deputado Alencar Santana (PT-SP) como presidente e Léo Prates (Republicanos-BA) como relator. O relator poderá consolidar um texto próprio, a partir das sugestões enviadas pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP) e pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG).

A CNI defende que as alterações na legislação trabalhista devem ser baseadas em evidências, diálogo técnico e responsabilidade econômica. No manifesto, a entidade ressalta a necessidade de participação da indústria para buscar soluções que favoreçam o ambiente de negócios, ampliem as oportunidades de emprego e promovam a sustentabilidade econômica do país.

Hugo Motta afirmou que todas as sugestões serão consideradas e que o texto final da proposta será construído com ampla discussão. Ele destacou que a decisão não refletirá apenas a vontade de um partido ou grupo, mas a maioria do plenário. Além disso, Motta anunciou a intenção de votar a proposta de emenda constitucional (PEC) em plenário até o final de maio, em homenagem ao Dia do Trabalhador.

O debate sobre a escala 6×1 tem gerado debates no Congresso, uma vez que o modelo atual prevê uma semana de trabalho seguida de um dia de descanso. A proposta de acabar com essa escala busca adotar uma jornada mais tradicional, mas enfrenta resistência do setor industrial devido ao impacto nos custos operacionais.

A Comissão Especial tem prazo de trabalho para apresentar um parecer que será submetido à votação pela Câmara. O resultado desse processo poderá modificar a legislação trabalhista atual, com reflexos diretos para trabalhadores e empregadores em todo o país.

A CNI mantém alerta para os riscos econômicos e sociais decorrentes das mudanças, reforçando que o tema requer equilíbrio entre direitos trabalhistas e sustentabilidade do mercado de trabalho formal.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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