Viticultores da Serra Gaúcha, no Rio Grande do

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Viticultores da Serra Gaúcha, no Rio Grande do Sul, lançaram uma edição especial de vinhos com garrafas que ficaram soterradas durante as enchentes de maio de 2024. A iniciativa marca a retomada da atividade após perdas causadas por desastres naturais consecutivos que afetaram a produção local.

A safra de 2024 alcançou 905 mil toneladas de uvas, incluindo uvas de mesa e para indústria, número acima da média regional, de acordo com dados da Emater-RS. A produção reflete não apenas condições climáticas favoráveis, mas também investimentos em tecnologia e esforços dos agricultores para superar os desafios.

O produtor Arnaldo Argenta, de Barão, uma das cidades mais afetadas, perdeu cerca de R$ 1,5 milhão em prejuízos entre 2023 e 2025 devido a enchentes que inundaram vinhedos e máquinas. Em maio de 2024, toda a produção que estava em fermentação foi destruída pela lama. Em resposta, a família lançou a “Edição Inundação”, com 180 garrafas resgatadas e limpadas, vendidas com um poema que simboliza a resistência à força da terra e da água.

Para minimizar riscos ligados a variações climáticas, produtores investem em sistemas de cultivo coberto. Essa técnica protege os frutos da chuva e reduz em até 90% as doenças fúngicas, além de permitir irrigação direta no solo, mas o custo de implantação pode chegar a R$ 450 mil por hectare.

Além disso, há esforços de pesquisa e diversificação, com experimentos que envolvem cerca de 50 variedades de uvas europeias em Santa Teresa, entre elas a Palava, originária da República Checa. Essa variedade precoce ajuda a escalonar a colheita, facilitando o processamento e evitando sobrecarga no pico da produção.

A viticultura na Serra Gaúcha é uma tradição iniciada com a chegada dos imigrantes italianos em 1875. Atualmente, cerca de 15 mil famílias trabalham na produção, sendo que 90% da uva cultivada no Rio Grande do Sul vem da região serrana. Para produtores como João Paulo Berra, a atividade é uma herança familiar que ultrapassa o aspecto comercial.

Mesmo atuando fora da agricultura, Berra retorna à quinta geração da família durante o período da colheita para manter viva a cultura vitivinícola regional. Ele destaca que a viticultura representa mais que fonte de renda: é um legado passado de pai para filho.

Após períodos de devastação, os agricultores do Rio Grande do Sul apostam em tecnologias e adaptações para recuperar a produção e preservar a tradição. A edição especial de vinhos soterrados nas enchentes simboliza essa resistência e a busca pela recuperação do setor.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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