Sam Altman, CEO da OpenAI, pediu desculpas à cidade de
Sam Altman, CEO da OpenAI, pediu desculpas à cidade de Tumbler Ridge, no Canadá, por não ter alertado a polícia sobre conteúdos preocupantes relacionados a uma usuária do ChatGPT antes de ela cometer um ataque que matou oito pessoas em fevereiro. O pedido foi feito em carta enviada ao primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, nesta sexta-feira (24).
A mulher transgênero de 18 anos matou a mãe e o meio-irmão em casa, depois seguiu para uma escola local e abriu fogo, deixando cinco crianças e um professor mortos antes de tirar a própria vida. A conta dela no ChatGPT havia sido banida oito meses antes do ataque por violações das regras da plataforma.
Segundo Altman, a OpenAI identificou a conta por meio de seus sistemas automatizados de detecção, que restringem ou banem usuários que promovem violência, suicídio, automutilação ou exploração sexual. No entanto, a empresa não comunicou as autoridades, alegando que a atividade não era grave o suficiente para um alerta formal.
O primeiro-ministro David Eby classificou o pedido de desculpas como “necessário, e ainda assim grosseiramente insuficiente”. Autoridades canadenses também convocaram a equipe de segurança da OpenAI após a tragédia e ameaçaram medidas regulatórias caso não houvesse mudanças nas políticas de segurança da empresa.
Em sua carta, Altman afirmou estar “profundamente arrependido” e explicou que o atraso no pedido, feito mais de dois meses após o ataque, teve como intenção respeitar o luto da comunidade afetada. Ele ressaltou o compromisso da OpenAI em trabalhar com governos para evitar futuros incidentes semelhantes.
A empresa declarou que aprimorará as medidas de segurança e estabeleceu um canal direto de comunicação com a polícia. Sistemas automatizados agora sinalizam conteúdos potencialmente perigosos para revisão humana e podem levar à divulgação de informações às autoridades quando há ameaças críveis.
Familiares de uma vítima que sobreviveu ao ataque entraram com ação judicial contra a OpenAI, alegando negligência. Eles afirmam que a empresa tinha conhecimento, por meio da usuária banida, de um plano para um “evento com mortes em massa” e não tomou providências.
O caso levanta questões sobre a responsabilidade de plataformas de inteligência artificial em monitorar e reportar ameaças e sobre o alcance dos sistemas automatizados na prevenção de crimes graves.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com