O dólar abriu em alta na manhã desta sexta-feira (24), cotado a R$ 5,0109, avanço de 0,17% por volta das 9h01, em meio ao acompanhamento dos investidores sobre o conflito no Oriente Médio. O cenário de tensão entre Estados Unidos e Irã acende alertas para a manutenção do preço do petróleo em níveis elevados, influenciando os mercados financeiros globais.
Às 10h, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, inicia o pregão para monitorar as repercussões domésticas e internacionais do conflito. No ambiente político, recentes declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, indicam a extensão do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas, medida que não trouxe sinais claros de estabilidade regional.
O impasse entre Washington e Teerã persiste, com os Estados Unidos mantendo bloqueios navais no Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o transporte de petróleo. A Marinha americana foi autorizada a agir contra embarcações suspeitas de instalação de minas, enquanto o Irã sinaliza pouco interesse em negociações no curto prazo, prolongando incertezas no mercado energético.
No Brasil, o governo federal enviou ao Congresso um projeto de lei complementar para transformar ganhos extraordinários da arrecadação decorrentes da alta do petróleo em redução de tributos sobre combustíveis. Essa iniciativa visa mitigar o impacto da elevação dos preços para o consumidor final.
O Banco Central divulgou um déficit de US$ 6 bilhões na conta corrente em março, medida que reflete o saldo negativo nas transações externas brasileiras e pode afetar o câmbio e os investimentos. Essas informações foram publicadas na Nota à Imprensa do Setor Externo às 8h30 da manhã.
No acumulado da semana, o dólar registra alta de 0,39%, embora apresente queda de 3,40% no mês e de 8,85% no ano. Já o Ibovespa acumula perda de 2,23% na semana, mas mantém ganhos de 2,08% no mês e 18,78% no ano.
Nos mercados globais, as bolsas internacionais fecharam a quinta-feira (23) sem direção definida. As oscilações refletem a cautela dos investidores diante das tensões no Oriente Médio e os resultados corporativos diversos no setor de tecnologia. Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,32%, o S&P 500 recuou 0,57% e o Nasdaq teve perdas de 0,87%.
Na Europa, o índice STOXX 600 avançou 0,12%, com o CAC 40 de Paris em alta de 0,87%, enquanto o FTSE 100 de Londres e o DAX de Frankfurt apresentaram quedas leves. Na Ásia, o quadro foi de predominância de baixa, com o Hang Seng de Hong Kong recuando 0,95% e o índice Nikkei de Tóquio caindo 0,75%, embora o Kospi de Seul tenha subido 0,90%.
A manutenção do bloqueio naval americano e a apreensão de petroleiros acusados de transportar petróleo iraniano têm exacerbado as preocupações internacionais. O Pentágono estima que a remoção completa das minas na região pode levar até seis meses, prolongando o clima de incerteza no mercado global de energia.
Esses fatores conjunturais influenciam a movimentação do dólar e dos índices acionários, que permanecem atentos aos desdobramentos políticos e econômicos. A combinação de tensões geopolíticas e indicadores econômicos nacionais e internacionais deve continuar a moldar o comportamento dos mercados nos próximos dias.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com

