Em 2025, os gastos dos Correios com funcionários e precatórios fizeram as despesas gerais e administrativas da estatal subirem 37%, enquanto suas receitas caíram 12%, segundo dados divulgados no Diário Oficial da União. O aumento nas despesas e a queda na receita agravaram o prejuízo, que chegou a R$ 8,5 bilhões, mais que o triplo do registrado em 2024.
As despesas gerais e administrativas somaram R$ 6,3 bilhões em 2025, ante R$ 4,6 bilhões no ano anterior, atingindo o maior patamar desde 2001, primeiro ano com dados financeiros da empresa disponíveis online. O crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento nos custos com funcionários e precatórios, que são dívidas reconhecidas pela Justiça.
O gasto com funcionários administrativos cresceu R$ 215 milhões de 2024 para 2025. Já o valor destinado aos precatórios dobrou, passando de R$ 1,1 bilhão para R$ 2,5 bilhões no período. Esses dois itens tiveram o maior impacto negativo no caixa da estatal.
Na mesma medida, as receitas da empresa recuaram de R$ 18,9 bilhões em 2024 para R$ 16,7 bilhões em 2025. Esse declínio de 12% foi motivado, sobretudo, pela queda na prestação de serviços de transporte de encomendas internacionais, após a implementação do programa federal Remessa Conforme, que passou a cobrar imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.
Conhecida como “taxa das blusinhas”, essa medida levou a uma redução acentuada na receita com encomendas internacionais, que caiu de R$ 3,9 bilhões em 2024 para R$ 1,3 bilhão em 2025. A participação desse segmento na receita total recuou de 22% em 2023 para 7,8% em 2025.
A Diretoria Econômico-Financeira dos Correios destacou que a implantação do Remessa Conforme evidenciou problemas econômicos e financeiros da empresa. O órgão apontou que a estatal perdeu participação de mercado nesse segmento, onde, até agosto de 2024, detinha uma posição quase monopolista. Segundo o documento, faltou um reposicionamento do negócio diante das mudanças no comportamento dos consumidores.
Os Correios encerraram 2025 com um prejuízo acumulado de R$ 8,5 bilhões, o que representou perdas financeiras pelo 14º trimestre consecutivo. Esse resultado negativo ultrapassou em mais de três vezes o prejuízo de R$ 2,4 bilhões registrado em 2024.
A crise financeira da estatal afeta diretamente a prestação de serviços, como entregas e encomendas. O cenário preocupa o setor e reforça a necessidade de medidas para o equilíbrio das contas da empresa e a adaptação ao novo ambiente competitivo e regulatório.
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Fonte: g1.globo.com
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