O Governo do Distrito Federal (GDF) terá de aportar pelo

O Governo do Distrito Federal (GDF) terá de aportar pelo menos R$ 4 bilhões para acompanhar o aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões aprovado no Banco de Brasília (BRB). A decisão foi tomada em assembleia de acionistas realizada na quarta-feira (22) e visa recompor o balanço patrimonial do banco, afetado por operações com ativos herdados do Banco Master.
Com 53% das ações do BRB, o GDF é o principal acionista e precisa investir para evitar a diluição de sua participação. O aumento de capital ocorre após o banco enfrentar perdas causadas pela aquisição de ativos do Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central e alvo de investigação da Polícia Federal.
O BRB adquiriu cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master, comprometendo seu capital mínimo prudencial, exigido pelas normas do sistema financeiro. O Banco Central impediu a compra completa da instituição e intensificou a fiscalização sobre a situação financeira e a governança do banco.
Na terça-feira (21), o BRB firmou um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para criar um fundo de investimento destinado a administrar os ativos problemáticos do Banco Master. O valor de referência desse acordo é de até R$ 15 bilhões, sendo que entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões serão pagos à vista, enquanto o restante será convertido em cotas subordinadas.
Apesar do acordo com a Quadra Capital, o banco seguiu com o processo de aumento de capital para fortalecer sua base financeira. A governadora Celina Leão (PP) declarou que o memorando demonstra responsabilidade na gestão da crise enfrentada pelo BRB.
Além da aprovação do aumento de capital, os acionistas homologaram a indicação do presidente Nelson Antônio de Souza e do executivo Joaquim Lima de Oliveira para o conselho de administração do banco. As nomeações estavam pendentes desde o fim do ano passado.
O BRB ainda enfrenta desafios relacionados à liquidez, conforme apontou a jornalista Miriam Leitão. O banco busca alternativas para reduzir os impactos dos ativos herdados e cumprir as exigências regulatórias impostas pelo Banco Central.
As operações com os ativos do Banco Master e a consequente pressão financeira mostram a necessidade de medidas para recuperar a saúde financeira do BRB. O papel do GDF como acionista principal será fundamental para que o banco consiga manter sua participação e estabilizar seus indicadores financeiros.
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Fonte: g1.globo.com
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