O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master, informou que não conta com delações premiadas para avançar nas investigações neste momento, apesar das tentativas de alguns investigados em propor colaborações. A avaliação foi comunicada a advogados de pessoas investigadas.
Daniel Vorcaro, dono do banco alvo da apuração, e outros envolvidos tentam organizar delações como estratégia de defesa para reduzir possíveis penas e recuperar bens bloqueados. Contudo, a equipe do ministro e os investigadores da Polícia Federal consideram que as provas já reunidas, além das novas linhas de investigação, são suficientes para o andamento do processo.
Três assessores do gabinete de Mendonça trabalham exclusivamente no caso Master. Eles acompanham a análise de material apreendido desde o ano passado, incluindo um celular de Vorcaro, com capacidade de quatro terabytes, que ainda não foi totalmente examinado. A investigação também avançou com a quebra do sigilo do celular de Daniel Monteiro, advogado de Vorcaro, identificado como peça-chave na suposta estratégia de ocultação e distribuição de recursos.
A Polícia Federal acredita que as informações extraídas do aparelho de Monteiro ajudarão a fortalecer as investigações. Segundo fontes próximas ao caso, há a percepção de que esperar por delações não é uma estratégia viável, já que a colaboração premiada geralmente interessa mais à defesa do que à acusação.
O trabalho no caso Master deve continuar ao longo de 2027, conforme indicam os investigadores, dada a complexidade e o volume de material ainda em análise. A expectativa é que, mesmo sem avanços por meio de delações, as investigações sigam seu curso com base nas evidências coletadas.
—
Palavras-chave para SEO: caso Master, André Mendonça, Supremo Tribunal Federal, delação premiada, Daniel Vorcaro, Polícia Federal, investigação, colaboração premiada, ministro relator, investigação criminal, ocultação de recursos.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com

