Petróleo sobe 5% com bloqueio no estreito de ormuz causado p

Os preços do petróleo subiram mais de 5% nesta segunda-feira (20) devido a um impasse entre os Estados Unidos e o Irã que bloqueou novamente o Estreito de Ormuz, importante rota para o transporte de petróleo do Golfo Pérsico. A decisão do Irã de reverter a abertura do estreito, combinada com a manutenção do bloqueio da Marinha dos EUA aos portos iranianos, elevou a apreensão nos mercados internacionais de energia.
O petróleo bruto de referência dos EUA avançou 5,6%, atingindo US$ 87,20 o barril, enquanto o petróleo Brent, referência internacional, subiu 5,3%, para US$ 95,16 o barril. O fechamento do Estreito de Ormuz interrompeu o trânsito dos navios-tanque, afetando diretamente o fornecimento global ao mercado de petróleo.
Apesar das incertezas causadas pelo bloqueio, os mercados de ações na Ásia mostraram alta nesta segunda-feira. O índice Nikkei 225, em Tóquio, subiu 1%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul avançou 1,1%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, registrou alta de 0,8%, e o Shanghai Composite subiu 0,6%. Já o índice australiano S&P/ASX 200 manteve-se praticamente estável, enquanto o Taiex de Taiwan subiu 1,4%.
Essas movimentações indicam que, embora a situação geopolítica eleve o preço do petróleo, os investidores apostam em uma recuperação ou em uma possível negociação que evite uma crise mais aguda. Stephen Innes, estrategista da SPI Asset Management, afirmou que o mercado pode estar se movendo mais por impulso do que por convicção sólida.
Na última sexta-feira (17), os preços do petróleo haviam retornado a níveis observados no início da guerra com o Irã, após o anúncio de que o Estreito de Ormuz seria reaberto para o tráfego comercial. O aumento na circulação dos petroleiros representava uma esperança de redução dos preços da gasolina e de diversos produtos dependentes do transporte marítimo.
No entanto, o presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou o bloqueio naval contra os portos iranianos mesmo após o Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarar que o estreito está “completamente aberto”. Trump também afirmou que o bloqueio só será suspenso mediante um acordo definitivo entre os dois países.
No domingo (19), Donald Trump informou que os EUA apreenderam um navio cargueiro de bandeira iraniana que tentou burlar o bloqueio naval. O comando militar do Irã classificou a ação americana como “ato de pirataria” e prometeu retaliação. Esse episódio agravou as tensões no Estreito de Ormuz e reacendeu dúvidas sobre o futuro do cessar-fogo, que deve expirar na quarta-feira (22).
Desde o início da guerra, os mercados têm oscilado entre momentos de otimismo e pessimismo, dependendo das negociações e dos conflitos na região. Nos Estados Unidos, os índices acionários continuam em alta: o S&P 500 fechou com alta de 1,2% em um recorde de 7.126,06 pontos, o Dow Jones subiu 1,8%, para 49.447,43 pontos, e o Nasdaq avançou 1,5%, alcançando 24.468,48 pontos.
O movimento altista nas ações americanas desde o fim de março supera 12%, sustentado pela expectativa de que Washington e Teerã possam evitar um conflito mais amplo e reduzir os impactos para a economia global. Além disso, o início positivo da temporada de balanços das grandes empresas dos EUA contribuiu para a confiança dos investidores.
No mercado cambial, o dólar americano valorizou-se em relação ao iene japonês, subindo para 158,90 ienes, e o euro teve leve alta contra o dólar, chegando a US$ 1,1757 na segunda-feira. Essas variações refletem as movimentações globais influenciadas principalmente pelo cenário político e econômico envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
A situação no Estreito de Ormuz permanece delicada e determinante para os mercados de energia. A renovação do cessar-fogo e as negociações ainda são incertas, o que mantém a pressão sobre os preços do petróleo e gera volatilidade nos mercados financeiros globais.
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Fonte: g1.globo.com
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