Economia

Produtores do noroeste paulista têm investido no cultivo

Produtores do noroeste paulista têm investido no cultivo
  • Publishedabril 19, 2026

Produtores do noroeste paulista têm investido no cultivo de sorgo após a colheita da soja como alternativa para aproveitar a safrinha e enfrentar desafios climáticos e econômicos na região. A prática ocorre principalmente nas cidades de Brejo Alegre e Mirandópolis, onde agricultores buscam uma cultura com menor custo e maior resistência à seca.

Na propriedade de Odair Albano, em Brejo Alegre, o sorgo segue em fase inicial de crescimento, com cerca de 25 dias após o plantio. Segundo o produtor, a escolha pelo sorgo visa evitar que a terra fique ociosa após a soja e garantir uma segunda fonte de renda. Atualmente, são cultivados cerca de 60 hectares de sorgo granífero voltado à alimentação animal. A colheita está prevista para os próximos três a quatro meses, dependendo das condições climáticas.

O sorgo, tradicionalmente cultivado na safrinha, tem ganhado espaço também na safra de verão devido à sua maior resistência à seca em comparação ao milho. Essa característica tem atraído agricultores diante das variações climáticas frequentes na região. Conforme a engenheira agrônoma Isabela Redigolo, a expansão do sorgo está relacionada às dificuldades recentes no campo, como o aumento dos custos de produção, a escassez de água e as altas temperaturas.

Mesmo com maior resistência, a especialista alerta que o sorgo não é totalmente imune às condições adversas. A produtividade da cultura depende do manejo adequado e da ocorrência de chuvas durante o ciclo. O cultivo, portanto, exige atenção contínua dos produtores para manter a viabilidade econômica.

Em Mirandópolis, a situação do sorgo é um pouco diferente. A lavoura ocupa cerca de 900 hectares dentro de áreas dominadas pela cana-de-açúcar, com plantio realizado em novembro na safra de verão. O produtor Marco Antonio Bordin, que arrenda as terras de uma usina, enfrentou dificuldades com o excesso de água nas chuvas iniciais, o que prejudicou o desenvolvimento do sorgo e influenciou a escolha da espécie plantada.

Apesar dos desafios climáticos e de solo, a expectativa para a colheita do sorgo em diversas áreas do noroeste paulista é considerada positiva. No entanto, a falta de estrutura para armazenamento do grão preocupa os agricultores, já que a limitação de espaços adequados afeta a comercialização e pode diminuir os lucros obtidos.

Ao final do ciclo, o sorgo representa para os produtores uma oportunidade de ampliar a produção agrícola e garantir uma alternativa mais segura diante das condições adversas do clima e do ambiente econômico. O cultivo tem se consolidado como uma estratégia relevante para o noroeste paulista no aproveitamento da terra após a soja.

Palavras-chave relacionadas: sorgo, noroeste paulista, safrinha, soja, agricultura, produção agrícola, resistência à seca, cultivo de sorgo, clima, armazenamento agrícola.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

Leave a Reply