O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, declarou neste sábado (18) que não se posiciona nem contra nem a favor da chamada “taxa das blusinhas” e reforçou que apoiará a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Alckmin destacou que a decisão do governo deve ser tomada com cautela, considerando diversos fatores, como o impacto na indústria nacional.
Alckmin ressaltou que sua opinião sobre a medida é neutra e pediu calma na avaliação do tema. “Não me coloquei contra a medida, nem a favor. Apenas deixei claro que a decisão deve ser tomada com calma e levando em conta diversos fatores, como, por exemplo, a indústria”, afirmou. Ele reforçou que dará “total apoio” à decisão do presidente Lula.
A taxa das blusinhas incide sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por consumidores brasileiros em plataformas estrangeiras de comércio eletrônico, que antes eram isentas do imposto de importação. A medida começou a ser aplicada após reclamações de empresários nacionais sobre uma “invasão” de produtos estrangeiros de baixo valor, principalmente da China.
Em entrevista concedida dois dias antes, Alckmin já havia afirmado que não há uma definição do governo sobre o fim do imposto. Na quinta-feira (16), ao ser questionado no Palácio do Planalto, ele afirmou que o tema “não estava decidido nesse momento” e destacou a importância da manutenção da taxa para preservação de empregos no país.
“Continuo entendendo que é necessária, porque mesmo com a taxa, ainda a tarifa é menor do que a produção nacional”, declarou Alckmin, ao mencionar a soma de impostos pagos por fabricantes brasileiros.
O debate sobre a taxa das blusinhas ganhou intensidade depois de críticas públicas do presidente Lula, que considerou a medida desnecessária. A posição do presidente provocou manifestações dentro do governo e entre setores da economia.
Na quinta-feira, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, defendeu o fim da cobrança em defesa da redução do custo para os consumidores. No dia seguinte, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, mencionou a possibilidade de revogação da medida em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews.
O anúncio do apoio à decisão presidencial pelo vice-presidente ocorre em meio à pressão contrária de empresários e trabalhadores. Representantes de 67 associações enviaram um ofício ao presidente Lula, manifestando protesto contra a suspensão do imposto. No documento, eles classificaram a proposta como “eleitoreira” e alertaram para possíveis impactos negativos no setor produtivo.
A taxa foi aprovada pelo Congresso Nacional com o apoio do Ministério da Fazenda, que viu na medida uma forma de proteger a indústria nacional e a arrecadação tributária diante do aumento das importações. Dados da Receita Federal indicam que o imposto recolheu R$ 425 milhões em janeiro deste ano, um aumento de 25% em relação ao mesmo mês do ano passado.
No acumulado de 2025, a arrecadação com o imposto das blusinhas chegou a R$ 5 bilhões, contribuindo para o cumprimento das metas fiscais do governo. Esse cenário reforça a relevância da medida para o equilíbrio financeiro do país e para os setores produtivos.
A decisão final sobre a manutenção ou revogação da taxa das blusinhas permanece em análise no governo federal. O posicionamento de Alckmin indica que o tema continuará sendo debatido, com atenção às implicações econômicas, industriais e sociais. A expectativa é de que o presidente Lula anuncie um posicionamento definitivo nas próximas semanas.
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Fonte: g1.globo.com
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