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Um júri nos Estados Unidos condenou nesta quarta-feira

Um júri nos Estados Unidos condenou nesta quarta-feira
  • Publishedabril 16, 2026

Um júri nos Estados Unidos condenou nesta quarta-feira (15) a Live Nation e sua subsidiária Ticketmaster por manterem um monopólio prejudicial em grandes casas de show, revelando ainda mensagens internas de um executivo que criticava fãs por pagarem preços considerados “absurdos”. O julgamento ocorreu em meio a acusações de práticas anticompetitivas que afetaram consumidores em vários estados.

Durante o processo, foram divulgadas mensagens do executivo Benjamin Baker, da área de ingressos, chamando os clientes de “muito estúpidos” e afirmando que a empresa “roubava os fãs descaradamente”. Baker afirmou em depoimento que as mensagens foram “muito imaturas e inaceitáveis”. A revelação gerou repercussão e reforçou as críticas ao domínio da empresa no mercado.

O CEO da Live Nation, Michael Rapino, foi ouvido durante o julgamento e questionado sobre a confusão na venda de ingressos da turnê de Taylor Swift em 2022. Rapino atribuiu os problemas a um suposto ataque cibernético, sem reconhecer falhas da empresa. A Live Nation controla dezenas de casas de espetáculo e festivais, enquanto a Ticketmaster é líder mundial na venda de ingressos.

Advogados das empresas não comentaram imediatamente a decisão, mas informaram que devem divulgar uma nota oficial. O veredicto pode implicar multas e obrigar a venda de parte dos negócios da Live Nation, incluindo arenas. A cobrança indevida de US$ 1,72 por ingresso em 22 estados foi um dos pontos destacados, com possibilidade de que a penalidade financeira alcance centenas de milhões de dólares.

O processo foi inicialmente conduzido pelo governo federal dos EUA, que acusou a Live Nation de bloquear a concorrência ao impedir que casas de eventos trabalhassem com outras plataformas de venda além da Ticketmaster. A promotora Kessler chamou a empresa de “valentão monopolista” durante seus argumentos finais, apontando a elevação artificial dos preços para consumidores.

A Live Nation nega a acusação de monopólio e afirma que os preços são definidos pelos artistas, equipes esportivas e donos dos locais. O advogado David Marriott defendeu a empresa, afirmando que o crescimento é fruto de eficiência e esforço, e não infração às leis antitruste americanas.

Fundada em 1976, a Ticketmaster se uniu à Live Nation em 2010, controlando atualmente cerca de 86% do mercado de shows e 73% do mercado total de eventos ao vivo, inclusive esportivos, segundo promotores. A empresa acumula críticas de fãs e artistas há décadas, como a denúncia antitruste da banda Pearl Jam nos anos 1990, que não avançou.

O atual processo teve início durante o governo do presidente Joe Biden, com o apoio de vários estados. Na gestão anterior, do presidente Donald Trump, houve um acordo parcial para encerrar a participação do governo federal no caso, com limites para taxas e maior abertura para concorrentes, mas sem obrigar a separação entre Live Nation e Ticketmaster. Mais de 30 estados optaram por continuar com o julgamento, argumentando que as concessões eram insuficientes.

Após o veredicto, a procuradora-geral de Nova Jersey, Jennifer Davenport, afirmou que a decisão comprova que a Live Nation lucrou ilegalmente por tempo excessivo, afetando consumidores com preços altos e restrição de acesso. A procuradora-geral de Nova York, Letitia James, chamou a condenação de “vitória histórica na proteção da economia e do bolso dos consumidores”.

Kessler, representante dos estados envolvidos, classificou o resultado como um avanço para os consumidores, destacando o trabalho conjunto de 34 estados e do Distrito de Columbia. As próximas etapas do processo devem incluir novas audiências para definir as penalidades específicas e possíveis mudanças estruturais nas operações das empresas.

A decisão envolve questões que vão além do mercado americano, pois o impacto do monopólio pode influenciar práticas globais de venda de ingressos e organização de eventos ao vivo. As críticas à Ticketmaster e Live Nation refletem uma insatisfação antiga do público em relação a preços e acessibilidade, agora reconhecida por uma corte dos EUA.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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