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O primeiro álbum de Djavan, “A voz • O violão

O primeiro álbum de Djavan, “A voz • O violão
  • Publishedabril 16, 2026

O primeiro álbum de Djavan, “A voz • O violão • A música de Djavan”, completa 50 anos em 2026, acompanhando a turnê “Djavanear 50 anos – Só sucessos”, que estreia em 9 de maio no estádio Allianz Parque, em São Paulo. A turnê deve passar por outras dez cidades brasileiras ao longo do ano para celebrar meio século da estreia do artista no mercado fonográfico.

Lançado em 1976 pela gravadora Som Livre, o álbum marcou a entrada oficial de Djavan na música brasileira, impulsionado pelo sucesso do samba “Flor de lis”. Na época, o álbum destacou o samba como ritmo central das 12 faixas, decisão influenciada pela diretoria da gravadora, que buscava capitalizar a popularidade do gênero no mercado.

Gravado sob produção musical de Aloysio de Oliveira e direção de Guto Graça Mello, o disco refletiu a projeção nacional que Djavan ganhou em 1975, com a veiculação do samba autoral “Fato consumado” no festival da TV Globo “Abertura” e a participação na trilha sonora da novela “Gabriela” com “Alegre menina”. Essas oportunidades abriram portas para o compositor alagoano, natural de Maceió, que havia migrado para o Rio de Janeiro em 1972 em busca de novas chances na música.

Antes do álbum, Djavan atuava como crooner na boate carioca 706, no conjunto do pianista Osmar Milito. A indicação para esse emprego veio de João Araújo, diretor da Som Livre, que também viabilizou a inclusão de temas de Djavan em trilhas sonoras de novelas da TV Globo. Sua estreia em disco ocorreu em 1973 com a gravação de “Qual é?”, samba inédito de Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, para a novela “Os ossos do barão”.

Djavan continuou gravando para trilhas, sem grande repercussão até 1975, quando “Fato consumado” conquistou sucesso no festival da Globo e “Rei do mar” passou a ser ouvida em “Cuca legal”. Esses fatos permitiram a Djavan gravar seu primeiro disco autoral, que foi realizado no estúdio da EMI-Odeon, no Rio de Janeiro, com arranjos assinados por Edson Frederico.

O álbum contou com músicos renomados como Altamiro Carrilho (flauta), Hélio Delmiro (guitarra), Luizão Maia (baixo), Mestre Marçal (percussão) e Paulo Braga (bateria), que contribuíram para a qualidade do trabalho. Faixas como “Pára-raio” mostraram a capacidade de Djavan para criar sambas com estruturas inovadoras e ritmo próprio.

O repertório mescla diferentes estilos dentro do samba, como “E que Deus ajude”, samba autobiográfico, e “Maria das Mercedes”, além de aproximações com ritmos nordestinos em “Maça do rosto”. A faixa “Ventos do Norte” encerra o disco, que ainda destaca o violão, presente no título, especialmente em “Quantas voltas dá meu mundo” e “Magia”. Esta última une elementos do jazz ao cancioneiro nordestino, demonstrando a singularidade musical do compositor.

Embora não esteja entre os álbuns mais citados na discografia de Djavan, “A voz • O violão • A música de Djavan” permanece como um registro fundamental do início da carreira do artista, que hoje é reconhecido por sua originalidade e contribuição à música popular brasileira.

Em 2026, a comemoração dos 50 anos do álbum reafirma a importância daquela obra para a trajetória artística de Djavan, que segue ativo e prestes a celebrar sua carreira com público de várias regiões do país.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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