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A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (15) os

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (15) os
  • Publishedabril 16, 2026

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (15) os MCs Ryan SP e Poze do Rodo em uma operação contra uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão. A investigação teve início a partir da análise de arquivos armazenados no iCloud da Apple, vinculados ao contador Rodrigo de Paula Morgado, capturados em uma operação anterior.

O iCloud é um serviço de armazenamento em nuvem que sincroniza automaticamente fotos, vídeos, documentos, senhas, notas e outros dados entre dispositivos Apple, como iPhone, iPad e Mac, a partir de uma única conta. O serviço oferece recursos semelhantes aos do Google Drive e Dropbox.

Segundo especialistas, o acesso ao iCloud permite visualizar não apenas os arquivos, mas também informações cruciais como data de criação e última modificação. Assim, é possível reconstruir uma rotina a partir dos dados armazenados, incluindo fotos, e-mails, compromissos e anotações.

De acordo com José Adorno, especialista em tecnologia e no ecossistema Apple, mesmo com a criptografia dos dados e os mecanismos de segurança da Conta Apple, as informações podem ser obtidas pela Justiça mediante ordem judicial. A Proteção de Dados Avançados, camada extra de segurança contra acessos não autorizados, não cobre todos os tipos de dados, como e-mails e calendário.

Quando arquivos são apagados em dispositivos Apple sincronizados com o iCloud, esses conteúdos também são eliminados da nuvem e de todos os aparelhos conectados à conta, embora possam permanecer na lixeira por até 30 dias antes da exclusão definitiva.

Na operação que resultou nas prisões, o material armazenado no iCloud serviu para cruzar extratos, comprovantes, conversas, documentos societários, contratos, procurações e dados financeiros. Esse conjunto de informações permitiu mapear a estrutura da organização criminosa e identificar ligações entre operadores financeiros, empresas de fachada, influenciadores e artistas.

Rodrigo Morgado, o contador investigado, confiava na segurança do iCloud, o que facilitou o trabalho da Polícia Federal. A Justiça autorizou também novas apreensões de dados em nuvens, como iCloud e Google Drive, além da apreensão de celulares, HDs, notebooks e demais dispositivos eletrônicos com acesso imediato aos conteúdos monitorados.

A operação é um exemplo da utilização de armazenamento em nuvem como ferramenta para investigação criminal, mostrando como esse tipo de serviço pode revelar a rotina e conexões de usuários, mesmo diante de sistemas de segurança.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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