O governo federal publicou no Diário Oficial da

O governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) as novas regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com ampliação dos limites de renda e valores máximos de financiamento. A previsão é que as operações da Caixa Econômica Federal com as novas regras comecem até o fim de março, sem data definida.
As mudanças elevam o teto de renda em todas as faixas do programa, assim como os valores máximos dos imóveis elegíveis para financiamento. A medida busca facilitar o acesso da população a imóveis maiores ou melhor localizados, com juros abaixo dos praticados no mercado.
Os novos limites de renda passaram a ser: na faixa 1, R$ 3.200; na faixa 2, R$ 5.000; na faixa 3, R$ 9.600; e na faixa 4, R$ 13.000. O aumento das faixas permite que famílias com rendas próximas às anteriores obtenham financiamento com juros menores.
Na prática, quem tinha renda entre R$ 4.700,01 e R$ 5 mil e era enquadrado na faixa 3 passa a ser classificado na faixa 2, com juros reduzidos de 8,16% para 7% ao ano. Também quem recebia entre R$ 8.600,01 e R$ 9.600, antes na faixa 4, agora está na faixa 3, tendo redução da taxa de aproximadamente 10% para até 8,16% ao ano.
Os valores máximos dos imóveis financiáveis subiram para R$ 275 mil nas faixas 1 e 2, até R$ 400 mil na faixa 3 e até R$ 600 mil na faixa 4. Esse aumento expande as possibilidades para clientes adquirirem imóveis maiores ou em melhores localidades.
Especialistas apontam que as atualizações acompanham a alta dos preços dos imóveis e ampliam a capacidade de compra das famílias, especialmente da classe média. A advogada Daniele Akamine destaca que o crédito ficou mais acessível e, com as taxas menores, o consumidor pode adquirir imóveis melhores ou reduzir o valor de entrada.
O governo estima que pelo menos 87,5 mil famílias serão beneficiadas com as novas condições, incluindo cerca de 31,3 mil que passam a integrar a faixa 3 e outras 8,2 mil a faixa 4 do programa.
Ana Maria Castelo, coordenadora da FGV Ibre, afirma que a ampliação ocorre em um contexto de juros elevados para o financiamento imobiliário, devido à taxa básica de 14,75%. Ela avalia que o MCMV está incluindo famílias da classe média que antes estavam fora do programa, o que aumenta o acesso à casa própria.
Desde abril de 2025, o programa já havia ampliado o teto de renda e criado a faixa 4, que abrange famílias com renda de até R$ 12 mil. Com as mudanças de 2026, esse limite chegou a R$ 13 mil, quase dobrando o teto em menos de um ano.
Dados do Ministério das Cidades indicam que o MCMV atingiu novo recorde de contratações em 2025, com maior participação da faixa 3. Ana Castelo ressalta que o programa foi o principal sustentáculo do setor da construção no ano passado, enquanto o mercado fora do programa sofreu com elevação das taxas de financiamento.
Essas alterações indicam um esforço para ajustar o programa à realidade econômica atual e promover maior inclusão no mercado imobiliário, especialmente para famílias de renda média.
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Palavras-chave relacionadas: Minha Casa Minha Vida, MCMV, financiamento imobiliário, Caixa Econômica Federal, limites de renda, valor máximo de imóvel, classe média, taxa de juros, programa habitacional, mercado imobiliário.
Fonte: g1.globo.com
Imagem: s2-g1.glbimg.com
Fonte: g1.globo.com