A maioria dos trabalhadores brasileiros considera improvável

A maioria dos trabalhadores brasileiros considera improvável perder o emprego ou a principal fonte de renda nos próximos seis meses, segundo dados do trimestre encerrado em março de 2026 da Sondagem de Mercado de Trabalho, realizada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Apesar dessa percepção predominante, cresceu a parcela que demonstra preocupação com a possibilidade de desemprego.
De acordo com a décima edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho, 56,5% dos entrevistados afirmaram que é muito improvável ou improvável perder sua ocupação principal no próximo semestre. Por outro lado, 17,2% consideram provável ou muito provável esse risco, enquanto 26,3% não souberam responder sobre suas expectativas.
O levantamento indicou que, embora a segurança no emprego ainda prevaleça, houve um aumento no número de trabalhadores que enxergam o risco de perder a ocupação. Esse avanço representa o maior nível de preocupação desde o início da série, em junho de 2025. A parcela que considera improvável essa eventualidade, entretanto, permanece a mais expressiva e está relativamente estável.
Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre, avalia que os dados refletem um mercado de trabalho que continua aquecido, mas mostra sinais de desaceleração. Segundo ele, “mais da metade dos trabalhadores demonstra segurança, mas cresce o percentual dos que têm receio de perder a ocupação”. Tobler acrescenta que o aumento da incerteza e o cenário macroeconômico ainda desafiador podem elevar essa probabilidade nos próximos meses.
A Sondagem de Mercado de Trabalho, iniciada em julho de 2025, divulga mensalmente indicadores da qualidade do emprego no país. A pesquisa é realizada junto à população em idade ativa em todo o Brasil e utiliza médias móveis trimestrais para apresentar seus resultados. Os indicadores complementam as estatísticas tradicionais ao incorporar a percepção dos trabalhadores sobre suas condições laborais.
Entre os temas pesquisados estão a satisfação com o trabalho, a chance de perder o emprego ou fonte de renda, a proteção social, a suficiência da renda, a percepção geral do mercado de trabalho e as expectativas para os seis meses seguintes.
Como a série é recente e ainda não possui ajuste sazonal, as comparações ao longo do tempo devem ser feitas com cautela. Os relatórios iniciais têm caráter descritivo, detalhando os quesitos analisados para oferecer um panorama sobre a evolução da qualidade do emprego no Brasil.
A pesquisa fornece um retrato importante sobre a confiança dos trabalhadores diante do mercado de trabalho, em meio a indicadores econômicos que apontam estabilidade com sinais de moderação. Os dados podem auxiliar na avaliação de políticas públicas e estratégias empresariais para enfrentar os desafios do setor nos próximos meses.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com