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Phoebe Tesoriere, de Cardiff, País de Gales, usou

Phoebe Tesoriere, de Cardiff, País de Gales, usou
  • Publishedabril 14, 2026

Phoebe Tesoriere, de Cardiff, País de Gales, usou um chatbot de inteligência artificial para descobrir uma condição rara após quatro anos com diagnósticos errados. Em julho de 2025, após ficar três dias em coma por uma convulsão, ela consultou o ChatGPT, que indicou a paraplegia espástica hereditária, posteriormente confirmada por exames genéticos.

A jovem de 23 anos recebeu ao longo dos anos diagnósticos variados, como ansiedade, depressão e epilepsia. Médicos chegaram a alertá-la que, se continuasse voltando ao pronto-socorro, seria tratada principalmente como paciente de saúde mental. O histórico de Phoebe incluía quedas frequentes, convulsões e problemas de equilíbrio desde a infância, mas nenhum diagnóstico se mostrou conclusivo.

Em 2022, ela foi oficialmente diagnosticada com epilepsia e medicada. No entanto, a medicação não surtiu efeito duradouro e as convulsões persistiram. Diagnosticada equivocadamente com paralisia de Todd, Phoebe sofreu uma queda em janeiro de 2025 e passou três meses no hospital com exames inconclusivos. Após a convulsão grave em julho, um médico alegou que seu problema era ansiedade, não epilepsia.

Foi então que Phoebe recorreu ao ChatGPT, que listou possíveis causas para seus sintomas, incluindo a rara paraplegia espástica hereditária. Com esse direcionamento, ela procurou seu clínico geral, que concordou em investigar a possibilidade. Exames genéticos confirmaram o diagnóstico sugerido pela inteligência artificial.

O Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) afirma que não há estatísticas exatas sobre a prevalência da paraplegia espástica hereditária, pois a condição é frequentemente subdiagnosticada. O tratamento envolve, principalmente, fisioterapia para controle dos sintomas. Atualmente, Phoebe não consegue mais atuar como professora de alunos com necessidades especiais e utiliza cadeira de rodas.

O Conselho de Saúde da Universidade de Cardiff e Vale lamentou a experiência de Phoebe, mas não se pronunciou especificamente sobre o caso. Uma clínica geral local destacou a importância de os pacientes discutirem informações obtidas por meio de ferramentas como chatbots de IA com profissionais da saúde. Rebeccah Tomlinson, médica da região, ressaltou a dificuldade para clínicos gerais conhecerem todas as condições médicas e a necessidade de diálogo aberto com os pacientes.

Estudos recentes, como o da Universidade de Oxford, apontam que chatbots de inteligência artificial podem oferecer aconselhamentos médicos variados em qualidade, o que dificulta a avaliação da confiabilidade das informações. Em 2024, foi lançado nos Estados Unidos o ChatGPT Health, uma funcionalidade voltada para análise de registros médicos que não substitui o atendimento profissional, segundo a desenvolvedora OpenAI.

A utilização de chatbots para questões de saúde permanece alvo de debates, especialmente pela possibilidade de informações imprecisas e questões relacionadas à privacidade dos dados. Ainda assim, muitas pessoas recorrem às ferramentas de IA para obter orientações iniciais sobre sintomas e condições, como fez Phoebe.

Ela afirma que buscar ajuda com a inteligência artificial foi uma decisão motivada pela sensação de isolamento e pela dificuldade em ser ouvida no sistema de saúde tradicional. Atualmente, Phoebe estuda psicologia e pretende seguir carreira na área para ajudar outras pessoas.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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