Os Estados Unidos bloquearam o Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos bloquearam o Estreito de Ormuz nesta segunda-feira (13), ação que preocupa analistas por seu possível impacto nos preços do petróleo e, consequentemente, nos combustíveis no Brasil. O Estreito é uma rota estratégica para o fluxo de petróleo, e o bloqueio pode interferir na oferta global.
A CEO da Magno Investimentos, Olívia Flôres de Brás, afirmou que a tensão entre Estados Unidos e Irã passou a influenciar diretamente a formação dos preços globais de energia. Segundo ela, o mercado já está precificando a possibilidade de interrupção no fornecimento, o que levou os preços do petróleo a uma faixa estimada entre US$ 85 e US$ 95 por barril neste ano.
Especialistas consultados destacam que, apesar do cenário, não há previsão de desabastecimento de combustíveis no Brasil. Entretanto, o aumento dos preços internacionais começa a pressionar a inflação local, o que pode se agravar caso o conflito se prolongue. O economista-chefe da MAG Investimentos, Felipe Oliveira, afirmou que a expectativa é de preços mais elevados do petróleo por tempo prolongado.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a inflação em março subiu 0,88% em relação ao mês anterior, acima do esperado pelos economistas. O grupo Transportes teve alta de 1,64%, pressionado pelo aumento de 4,59% nos preços dos combustíveis.
Olívia Flôres de Brás destacou que o impacto nos preços dos combustíveis dependerá da duração do conflito. Oscilações diárias no valor do barril não geram mudanças imediatas, mas a manutenção dos preços altos a médio e longo prazo resultará em repasses aos consumidores. No prazo curto, podem ocorrer ajustes contidos, mas o efeito sobre a inflação tende a se intensificar com o tempo.
Desde o início dos bombardeios no final de fevereiro, o preço do barril de petróleo subiu, refletindo-se nos preços ao consumidor. Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) indicaram aumento no preço do diesel de R$ 6,08 para R$ 6,80 na primeira quinzena de março.
Na última semana, a ANP registrou a primeira queda nos preços médios do diesel desde o início do conflito, de 0,2%, para R$ 7,43, e redução de R$ 0,01 no valor da gasolina, para R$ 6,77. No entanto, os valores continuam elevados em comparação ao período anterior ao bloqueio.
O bloqueio do Estreito de Ormuz mantém o mercado em alerta devido à sua importância estratégica no transporte global de petróleo. Caso o conflito persista, os efeitos inflacionários e os impactos nos preços dos combustíveis no Brasil devem se intensificar, conforme indicam especialistas do setor financeiro e econômico.
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Fonte: g1.globo.com
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