Volkswagen lança novo tiguan com motor 2.0 turbo e preço sup

A Volkswagen lançou a terceira geração do Tiguan no Brasil em maio de 2024, apostando em desempenho para competir com os SUVs chineses, especialmente os híbridos, que ganham espaço no mercado local. O novo Tiguan chega com motor 2.0 turbo de 272 cv, tração integral e uma série de atualizações no design e tecnologia, mas enfrenta desafio de preço frente aos concorrentes.
Desde a estreia no país, em 2009, o Tiguan passou por diversas mudanças, com versões menos potentes e tração dianteira em algumas configurações, assim como uma pausa nas vendas em 2021. Agora, a Volkswagen reforça o modelo com motor mais potente, câmbio automático de oito marchas e tração 4Motion, sistema que distribui a força para as quatro rodas visando melhor desempenho e estabilidade.
O design da frente do SUV foi renovado, com grades maiores, novo para-choque e iluminação em LED. As rodas de 19 polegadas combinam com a carroceria, que mantém proporções semelhantes. Na traseira, o destaque é a linha de luz contínua em LED que atravessa a tampa do porta-malas.
Internamente, o Tiguan oferece acabamento distinto para a marca, com detalhes em madeira, painéis em preto brilhante e uma tela multimídia flutuante de 15 polegadas. O painel de instrumentos digital tem 10,25 polegadas, e o console central foi liberado graças à alavanca de câmbio posicionada na coluna de direção. O SUV traz botões físicos em substituição aos controles sensíveis ao toque, seguindo a orientação da liderança da Volkswagen para tornar o uso mais intuitivo.
O espaço para os passageiros do banco traseiro é adequado, mas o novo modelo deixou de oferecer a opção de sete lugares, recurso disponível em concorrentes chineses como o GWM Haval H6 PHEV. O porta-malas tem capacidade de 423 litros, inferior aos 560 litros do rival chinês, segundo metodologia VDA.
Em segurança, o Tiguan é equipado com 12 sistemas ativos, incluindo controle de cruzeiro adaptativo com função stop & go, assistente de faixa, frenagem automática de emergência e detector de pedestres e ciclistas. O modelo recebeu cinco estrelas em testes de colisão e oferece sete airbags.
Na condução, o Tiguan apresenta resposta do motor turbo com som esportivo perceptível dentro da cabine, diferente da experiência silenciosa e suave dos SUVs híbridos chineses. O veículo privilegia desempenho e distribuição de torque pelas quatro rodas, sem gerenciamento de bateria ou outros elementos de veículos eletrificados.
A suspensão do Tiguan, baseada na plataforma MQB, mantém o controle em curvas e oferece uma sensação de carro sólido e bem construído. A plataforma MQB é compartilhada por vários modelos Volkswagen no mundo, o que reduz custos e agiliza desenvolvimento.
Entre os itens de série estão ar-condicionado digital com controle para três zonas, bancos dianteiros com aquecimento, ventilação e ajuste elétrico com memória, câmera traseira e sistema de estacionamento assistido. O teto solar panorâmico também faz parte do pacote.
O preço do Tiguan, contudo, pesa na decisão do consumidor. Ele custa cerca de R$ 51 mil a mais que o GWM Haval H6 PHEV19, que oferece especificações semelhantes, maior espaço interno e consumo de combustível menor, graças ao sistema híbrido. A aposta da Volkswagen no desempenho e característica mais tradicional pode não atender ao perfil do consumidor brasileiro, que tem migrado para SUVs híbridos e elétricos.
A nova geração do Tiguan reforça o compromisso da Volkswagen com desempenho e experiência ao dirigir, mantendo a identidade da marca alemã. Porém, o custo mais elevado e a ausência de versões híbridas podem limitar sua competitividade em um mercado que privilegia eficiência energética e espaço.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com