Economia

O Banco Central informou nesta segunda-feira (13) que

O Banco Central informou nesta segunda-feira (13) que
  • Publishedabril 13, 2026

O Banco Central informou nesta segunda-feira (13) que o superendividamento é um problema crescente no Brasil, com quase 130 milhões de pessoas registrando débitos bancários até o final de 2024. O dado corresponde a cerca de 74% da população com relacionamento bancário, segundo o Relatório de Cidadania Financeira divulgado pela instituição.

Entre 2020 e 2024, o número de pessoas com acesso a produtos financeiros cresceu 34%, o que equivale a 32 milhões de novos clientes, destacou o Banco Central. A alta no endividamento ocorre em meio à avaliação do governo de novas propostas para reduzir as dívidas da população, especialmente diante do cenário eleitoral deste ano.

O governo estuda unificar dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal em uma única renegociação, com descontos de 30% a 80% nos juros. Os bancos poderiam oferecer abatimentos de até 90%, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. Além disso, está em análise a autorização para uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) no pagamento dessas dívidas, com limites para evitar comprometimento excessivo dos recursos.

O relatório do Banco Central também evidenciou um aumento expressivo no uso de linhas de crédito sem garantia, que geralmente têm juros mais altos. O número de pessoas com empréstimo pessoal cresceu 214% desde 2020, alcançando 41,7 milhões. Já os clientes com dívidas no cartão de crédito, seja no rotativo ou parcelado, aumentaram 55%, chegando a 53 milhões de pessoas em 2024.

O uso do cartão de crédito, apontado como um dos principais fatores para o endividamento, cresceu especialmente após a pandemia da Covid-19. Em 2023, os empréstimos com essa modalidade atingiram quase R$ 400 bilhões, recorde na série histórica do Banco Central.

Outras modalidades de crédito também cresceram. O cheque especial e o crédito consignado são utilizados por cerca de 24 milhões de clientes cada um, com expansão de aproximadamente 20% no período analisado. Os financiamentos com garantia de alienação fiduciária, como os imobiliários e automotivos, chegaram a pouco menos de 10 milhões de clientes cada, com crescimento de 23% no segmento imobiliário e 3% no automotivo.

O aumento do endividamento tem gerado impacto psicológico relevante, segundo o Banco Central. Estudos apontam que o excesso de dívidas está associado a altos níveis de estresse, ansiedade e depressão. A preocupação constante com o pagamento das contas afeta o sono, a autoestima e pode causar conflitos familiares.

O Relatório de Cidadania Financeira reforça que o superendividamento afeta não apenas a saúde financeira, mas também o bem-estar emocional dos brasileiros, o que motiva a busca por soluções governamentais para conter o avanço da dívida.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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