Economia

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram que

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram que
  • Publishedabril 13, 2026

As Forças Armadas dos Estados Unidos anunciaram que iniciarão um bloqueio naval total aos portos iranianos no Estreito de Ormuz a partir das 11h desta segunda-feira (13), horário de Brasília, em resposta à escalada do conflito no Oriente Médio. A decisão ocorre após a falha nas negociações de paz entre EUA e Irã durante o fim de semana.

O presidente Donald Trump afirmou nas redes sociais que a Marinha americana está autorizada a interceptar qualquer embarcação em águas internacionais que tenha pago um pedágio ao Irã para transitar pelo estreito, que é uma rota estratégica para o comércio global de energia. Segundo ele, navios que realizarem pagamentos ilegais ao Irã não terão passagem segura.

O bloqueio anunciado pelo Comando Central dos EUA (Centcom) restringirá apenas as embarcações que entram ou saem de portos iranianos. Navios que se dirigem a portos não iranianos não serão afetados, segundo o Centcom.

A reação dos mercados foi imediata: o preço do barril do petróleo tipo Brent ultrapassou os US$ 100, com alta superior a 7%, em meio a temores sobre o impacto do bloqueio no fornecimento global de energia. O Estreito de Ormuz é uma via crítica por onde cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente é transportado, incluindo cargas de países do Golfo e do Irã.

Desde o início do conflito, o fluxo de embarcações pelo estreito caiu drasticamente, de uma média diária de cerca de 130 navios para entre cinco e seis, uma redução próxima a 95%. A restrição iraniana permite atualmente a passagem apenas de embarcações que Teerã considera amistosas ou que teriam pago um pedágio estimado em US$ 2 milhões.

Em resposta às declarações americanas, as Forças Navais do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmaram que qualquer embarcação militar que se aproxime do estreito será tratada como violação ao cessar-fogo e sofrerá represálias. O Irã declarou que mantém o estreito aberto para o trânsito inocente de navios não militares, conforme suas próprias regulamentações.

Especialistas em transporte marítimo avaliaram que o bloqueio dos EUA provocará impacto limitado, visto que o número de navios afetados já é pequeno e os pagamentos a Teerã sujeitam as empresas a sanções. Lars Jensen, diretor-executivo da Vespucci Maritime, ressaltou que a medida interromperia um fluxo marginal em relação ao total do tráfego anterior ao conflito.

As negociações conduzidas pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, em Islamabad terminaram sem avanços no principal ponto: as ambições nucleares do Irã. O presidente Donald Trump afirmou que a maior parte dos temas estava acordada, mas o país persa não aceitou abrir mão de seu programa nuclear. Trump prevê que o Irã retomará as negociações e atenderá às exigências americanas.

De outro lado, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmu que os Estados Unidos precisam provar que merecem confiança. A delegação iraniana ressaltou que havia boa vontade, mas que a experiência de conflitos anteriores impede a concessão de confiança ao lado americano. Ghalibaf também declarou que as ameaças americanas não intimidarão o Irã.

O Estreito de Ormuz conecta os produtores do Oriente Médio aos maiores mercados de energia da Ásia, Europa e América do Norte. Além do petróleo, o estreito é rota para o transporte de gás natural liquefeito e fertilizantes, elementos essenciais para indústria, agricultura e consumo global.

Qualquer perturbação prolongada na região pode causar efeitos imediatos em preços internacionais e cadeias de abastecimento, além de provocar impactos econômicos globais. Por isso, o bloqueio naval anunciado gera atenção mundial diante da possibilidade de agravamento do conflito no Oriente Médio.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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