Economia

O uso do cartão de crédito rotativo, modalidade

O uso do cartão de crédito rotativo, modalidade
  • Publishedabril 9, 2026

O uso do cartão de crédito rotativo, modalidade mais cara do mercado financeiro, cresceu e atingiu cerca de R$ 400 bilhões em 2025, segundo dados do Banco Central. O aumento ocorreu após o fim da pandemia da Covid-19, em um contexto de alta inflação e redução do auxílio emergencial.

Em janeiro de 2024, aproximadamente 40 milhões de brasileiros estavam com dívida no cartão rotativo. A taxa de inadimplência dessa modalidade alcançou 63,5%, o que significa que mais de R$ 60 em cada R$ 100 não foram pagos. A taxa de juros anual da linha chegou a 436% em fevereiro.

O crédito rotativo é acionado quando o consumidor não paga o valor total da fatura até a data do vencimento. Especialistas recomendam evitar essa modalidade e quitar a fatura integralmente para reduzir o endividamento.

No mesmo mês, o Congresso e o governo estabeleceram um limite para o endividamento no crédito rotativo, restringindo o valor total da dívida a, no máximo, o dobro do valor original. Por exemplo, uma dívida inicial de R$ 100 não pode ultrapassar R$ 200 após a aplicação de juros e encargos.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que parte da população vem utilizando linhas emergenciais, como o crédito rotativo, como se fossem parte da renda mensal. Segundo ele, isso exige uma discussão estrutural e a criação de alternativas mais adequadas para quem busca crédito.

Para oferecer opções com juros menores, o governo lançou, em 2023, o crédito consignado para trabalhadores do setor privado, liberando mais de R$ 80 bilhões em um ano. A regulamentação do uso do saldo do FGTS como garantia para esses empréstimos, que poderia baixar ainda mais as taxas, ainda não foi concretizada.

Entre 2012 e 2020, a concessão anual de crédito rotativo não passava de R$ 225 bilhões. O período da pandemia, especialmente 2020 e 2021, contou com o pagamento do auxílio emergencial, o que diminuiu a necessidade dessa linha de crédito.

Com o término do auxílio a partir de 2022, as concessões de empréstimos pelo cartão rotativo dispararam. Além disso, o cenário inflacionário pressionou o poder de compra da população, elevando a dependência por essa linha de crédito.

Na tentativa de reduzir o endividamento do consumidor, o governo estuda um programa de unificação e refinanciamento das dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. O projeto prevê descontos nos juros que podem variar de 30% a 80%, podendo chegar a até 90%.

Além disso, o governo analisa permitir o uso de recursos do FGTS para pagamento de dívidas, porém com limitações para preservar os fundos dos trabalhadores, conforme declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan.

O cenário preocupa o governo federal em um ano eleitoral, já que o alto endividamento afeta a capacidade de consumo e a estabilidade econômica da população. As medidas em estudo buscam oferecer alternativas para reduzir o impacto das dívidas mais elevadas.

A combinação de juros elevados, inadimplência crescente e uso frequente do crédito rotativo sinaliza a necessidade de políticas públicas e iniciativas financeiras que promovam a educação financeira e o acesso a linhas de crédito mais saudáveis.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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