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Julia Vargas lança nesta quarta-feira (10) seu terceiro

Julia Vargas lança nesta quarta-feira (10) seu terceiro
  • Publishedabril 9, 2026

Julia Vargas lança nesta quarta-feira (10) seu terceiro álbum solo, “D’água”, pela gravadora Biscoito Fino, com repertório e conceito que exploram temas de coragem e liberdade. O trabalho apresenta uma sonoridade que transita entre MPB, R&B, soul e rock, revelando a busca da artista por novos caminhos musicais.

Nascida em Cabo Frio (RJ) em maio de 1989, Julia Vargas surgiu no cenário da MPB na década de 2010. Ao longo da carreira, tem se dedicado a ampliar sua atuação musical em nichos menos convencionais do mercado, buscando renovar sua identidade artística. “D’água”, gravado em 2019, foi produzido sob sua direção musical, com colaboração dos músicos Gabriel Barbosa (bateria), Gui Marques (sintetizadores e coprodução), João Bittencourt (teclados e acordeom) e Marcos Luz (baixo).

O álbum já indicava sua nova direção musical com o lançamento do single “Comportamento geral”, em 20 de março. A faixa, originalmente de Gonzaguinha (1972), foi revisitada por Vargas com uma abordagem mais áspera, que se distancia do samba, evidenciando críticas sociais atuais sobre a condição do cidadão brasileiro. Essa mudança reflete a intenção da artista de explorar temas sociais contemporâneos.

Além de revisitar clássicos, Julia Vargas também investe em composições próprias em “D’água”. Ela assina três das nove músicas do repertório, incluindo “Vem”, faixa de clima romântico e suave, e “Atrás da cortina da pantera”, com tom sensual e interpretação quase lânguida. O álbum apresenta uma mistura de interpretações autorais e colaborações, como a participação de Roberta Sá em “Sinceramente”, um xote que traz um tom mais firme para se ajustar à proposta do disco.

O projeto enfatiza a coragem no repertório escolhido. A artista revisita “Flor lilás”, composição de Luhli de 1972, pouco explorada anteriormente, e grava “Maluca”, canção de Luís Capucho de 1993, ao lado de Zélia Duncan. Essa última é uma homenagem à cantora Cássia Eller, que popularizou a faixa no álbum de 1999. Julia Vargas, que já trabalhou com Chico Chico, reforça sua legitimidade para essa homenagem sem perder autenticidade.

A sequência das músicas, incluindo “Flor lilás” e “Maluca”, segue uma lógica temática de elementos naturais como flores e chuva, demonstrando o cuidado com o conceito do álbum. O repertório é coeso e pensado para reforçar a mensagem central do disco.

Em “Bomba”, parceria entre os compositores argentino Nicolas de Francesco e Alisson Sant, Julia mistura português e espanhol, trazendo uma gravação bilíngue que reforça seu alcance e versatilidade.

Segundo a própria artista, “‘D’água’ é um grito de liberdade. O álbum fala sobre coragem, o desaguar de sentimentos guardados”. Essa abordagem reafirma o caráter intenso e engajado do projeto, que também se apresenta visualmente pela capa, registrada pelo fotógrafo Paulo Veloso com arte de Jeff Corsi.

Com uma voz firme e interpretação consciente, Julia Vargas reafirma seu lugar no cenário musical contemporâneo, ampliando seu repertório e sua atuação artística. “D’água” surge como um trabalho que valoriza a construção de identidade em meio a um mercado saturado de produções artificiais, ressaltando a potência da música autoral e a relevância de mensagens sociais.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Vitor Souza

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