Em março de 2026, a diferença de preços entre as

Em março de 2026, a diferença de preços entre as carnes bovina e suína atingiu o maior patamar dos últimos quatro anos, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), ligado à USP. O valor da carcaça bovina subiu, enquanto o da suína teve queda, influenciados por fatores como exportações e sazonalidade.
A carcaça suína apresentou recuo de 2,8% no preço em março, fechando em R$ 10,06 o quilo na Grande São Paulo. Esse recuo acontece após uma alta de 10,8% em fevereiro, que elevou o preço para R$ 13,20 o quilo. A baixa demanda durante a Quaresma, período em que o consumo da carne suína costuma diminuir, contribuiu para a desaceleração dos preços.
Já a carcaça bovina valorizou 2,6% no mesmo período, alcançando uma média de R$ 24,32 o quilo. Esse aumento é atribuído ao crescimento das exportações de carne bovina in natura, que têm apresentado ritmo intenso desde 2025. Entre janeiro e março de 2026, foram exportadas 701,662 mil toneladas, volume 19,7% maior que no mesmo período do ano anterior e 36,6% superior a 2024.
Além do aumento nos volumes embarcados, houve valorização no preço médio internacional da carne bovina brasileira, que chegou a US$ 5.814,80 por tonelada em março. Esse valor representa alta de 3,1% em relação a fevereiro e 18,7% comparado a março de 2025, o que ajuda a sustentar os preços do boi gordo no mercado nacional.
O resultado dessas mudanças foi um diferencial de preços entre as carcaças bovina e suína de R$ 14,26 por quilo em março, o maior desde abril de 2022, quando o preço estava em R$ 14,66. Essa diferença indica maior competitividade da carne suína em relação à carne bovina, com reflexos no mercado consumidor.
No mercado doméstico, a cotação do suíno vivo também caiu em fevereiro, chegando a R$ 6,91 o quilo na região SP-5, que inclui cidades como Piracicaba, Campinas e São Paulo. Esse valor é 16% menor que o registrado em janeiro de 2026 e 20% inferior ao de fevereiro de 2025. A redução está ligada à menor procura da indústria por animais no mercado independente.
Setores consultados pelo Cepea manifestam preocupação com o impacto do conflito no Oriente Médio, que pode afetar os custos de frete e seguro marítimo, dificultando o escoamento da carne brasileira. Apesar de a região não representar um mercado importante para a carne suína devido a fatores culturais e religiosos, o aumento dos custos logísticos pode repercutir no setor exportador.
O cenário atual de preços é marcado pela influência de fatores externos e sazonais nas duas principais proteínas, com a carne bovina se beneficiando das exportações em alta e a suína enfrentando queda no consumo interno durante a Quaresma. O comportamento desses preços deve continuar monitorado, especialmente diante de possíveis impactos geopolíticos no comércio internacional.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com