A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, promete

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, prometeu um aumento salarial responsável a ser implementado em 1º de maio. A declaração foi feita em um discurso transmitido pela televisão estatal nesta quarta-feira (8), em meio a uma crise econômica marcada por inflação alta e desvalorização dos salários.
Rodríguez assumiu a chefia do governo venezuelano em 3 de janeiro, após a captura do então presidente Nicolás Maduro por forças americanas. O país enfrenta atualmente um salário mínimo equivalente a 0,27 centavos de dólar por hora e uma inflação anual superior a 600%. Mesmo com bônus estatais, os venezuelanos recebem em torno de 150 dólares por mês, valor insuficiente para cobrir os custos básicos de alimentação, que chegam a 645 dólares.
Além do anúncio sobre o aumento salarial, a presidente interina comunicou a criação de uma comissão para promover o diálogo laboral, em resposta a protestos de trabalhadores que pedem reajustes. O pronunciamento ocorreu no dia anterior a uma marcha de sindicalistas programada para ocorrer no centro de Caracas, em frente à sede do Executivo.
Rodríguez apresentou ainda medidas para reestruturar a economia, que incluem revisão do modelo chavista, reformas fiscais e mudanças na legislação imobiliária. Ela enfatizou a correção de erros do passado, mas não detalhou ações concretas. O discurso teve quase trinta minutos e foi interrompido brevemente por uma queda de energia.
Outro ponto destacado foi a criação de uma comissão para avaliar estrategicamente os ativos do país, exceto a indústria petrolífera. O grupo será composto por representantes do Estado, setor empresarial e trabalhadores. Caso haja a recuperação dos recursos bloqueados no exterior devido às sanções internacionais, esses valores seriam destinados ao aumento salarial e à reabilitação das infraestruturas básicas como eletricidade, água, estradas, escolas e hospitais.
Delcy Rodríguez governa sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que declarou estar “no comando” da Venezuela e da venda do petróleo venezuelano. A situação política e econômica do país permanece tensa, com o governo interino enfrentando desafios internos e externos.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com