A Shell anunciou nesta quarta-feira (8) uma queda

A Shell anunciou nesta quarta-feira (8) uma queda na produção de gás no primeiro trimestre de 2024, impactada pela guerra no Irã e interrupções em suas operações. A empresa ainda informou que, apesar da redução na produção, a comercialização de petróleo deverá compensar parcialmente esses efeitos negativos.
A produção integrada de gás foi revisada para um intervalo entre 880 mil e 920 mil barris de óleo equivalente por dia, abaixo da previsão anterior de 920 mil a 980 mil barris. No quarto trimestre de 2023, a produção era de 948 mil barris por dia. A unidade de produção de gás Pearl, no Catar, segue em processo de reparos, que podem durar cerca de um ano.
A Shell destacou também que a volatilidade dos preços das commodities causou grandes oscilações no valor dos estoques, afetando o capital de giro, que ficou entre menos US$ 10 bilhões e menos US$ 15 bilhões no trimestre. A empresa espera que essa situação se normalize caso os preços do petróleo e gás diminuam.
O petróleo Brent, referência global, atingiu níveis próximos a US$ 120 por barril desde o final de fevereiro, influenciado pelos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irã, o fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã e ações militares na região do Golfo. Essas movimentações aumentaram a tensão no mercado de energia e afetaram a cadeia produtiva global.
Apesar dos desafios, a Shell espera que a receita proveniente da comercialização de petróleo e seus negócios de produtos químicos e derivados aumentem significativamente em relação ao trimestre anterior. A área de marketing, que inclui postos de combustível, deve apresentar crescimento nos ganhos ajustados.
Analistas de mercado reagiram às informações com avaliações positivas quanto à resistência financeira da Shell. Especialistas do RBC revisaram para cima a expectativa de lucro líquido da empresa para o primeiro trimestre, estimando US$ 6,8 bilhões, um aumento de 7%, e projetaram crescimento de 31% no fluxo de caixa operacional, que deve alcançar US$ 17,1 bilhões, excluindo o capital de giro.
O UBS também ajustou suas previsões, elevando o lucro líquido para US$ 6,9 bilhões, o que representa alta de 18%, e o fluxo de caixa operacional para US$ 16,3 bilhões, um aumento de 30%. Essas revisões consideram a capacidade da empresa de absorver os impactos causados pela volatilidade do mercado.
A produção de gás natural liquefeito (GNL) da Shell manteve-se dentro das expectativas anteriores. As reduções na Austrália e as interrupções no Catar foram compensadas pelo aumento da produção de GNL no Canadá, equilibrando as operações globais da companhia no setor.
Os resultados completos do primeiro trimestre de 2024 serão divulgados pela Shell em 7 de maio. O mercado aguarda os números detalhados para confirmar o impacto das condições geopolíticas e operacionais na performance da empresa ao longo do semestre.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com