O dólar abriu em queda nesta segunda-feira (6)

O dólar abriu em queda nesta segunda-feira (6), sendo negociado a R$ 5,1489 na abertura, após a circulação de uma proposta de cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos. A possível trégua, mediada pelo Paquistão, trouxe movimentos que influenciam os mercados globais, incluindo a troca de mensagens sobre o conflito no Oriente Médio e o impacto no preço do petróleo.
A sessão registrou uma queda de 0,21% no valor do dólar, enquanto o Ibovespa começou o dia com leve alta e registrava resultados positivos acumulados no ano. A proposta de cessar-fogo prevê duas etapas: um acordo imediato para suspender as hostilidades e um acordo mais amplo para encerrar o conflito em até 15 a 20 dias.
O plano, chamado provisoriamente de “Acordo de Islamabad”, pode exigir concessões do Irã sobre seu programa nuclear em troca de alívio das sanções econômicas. Embora Teerã tenha elaborado uma resposta, indicou que não reabrirá o Estreito de Ormuz apenas com um cessar-fogo temporário, e os Estados Unidos ainda não se manifestaram oficialmente.
No campo internacional, o presidente americano Donald Trump anunciou que fará uma coletiva às 14h (horário de Brasília) para tratar do conflito, após reiterar ameaças contra a infraestrutura energética do Irã caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado. Esses fatores mantêm o cenário de incerteza nos mercados mundiais.
Os preços do petróleo recuaram nesta segunda-feira, com o barril do tipo Brent sendo cotado a US$ 108,72, abaixo dos US$ 110,85 registrados mais cedo. O WTI também apresentou queda e foi negociado a US$ 110,56. A volatilidade dos preços do petróleo tem impacto direto no mercado brasileiro, principalmente no custo de combustíveis.
No Brasil, o aumento do preço do petróleo pressiona o valor do diesel e do querosene de aviação, que são componentes importantes dos custos logísticos e do transporte aéreo. O governo discute medidas para amenizar esse impacto, como a isenção de impostos federais (PIS/Cofins) sobre o querosene de aviação, criação de linhas de crédito para companhias aéreas e revisão das tarifas de navegação aérea.
A estratégia do governo visa conter possível alta de até 20% no preço das passagens aéreas, que poderia ocorrer em meio à alta nos custos dos combustíveis. A Petrobras já elevou o preço do combustível em mais de 50% este ano, refletindo a oscilação internacional do petróleo.
O Boletim Focus do Banco Central mostrou nova alta na projeção de inflação para 2026, agora em 4,36%, a quarta revisão positiva consecutiva. A pressão inflacionária está relacionada ao aumento dos preços da energia e dos combustíveis decorrente da crise no Oriente Médio. No entanto, o mercado mantém expectativa de redução da taxa Selic para 12,5% ao ano até o final de 2026.
As projeções para o crescimento econômico do Brasil permanecem estáveis, com expectativa de expansão de 1,85% do PIB em 2024. No mercado de câmbio, a estimativa para o dólar ao final do ano segue em R$ 5,40.
Nos mercados globais, as bolsas americanas abriram a semana com leves altas, com índices como o S&P 500 e Nasdaq subindo, enquanto o Dow Jones registrava pequena queda antes da abertura oficial. As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, apesar de investidores manterem atenção nas negociações de paz e nas tensões entre Estados Unidos e Irã.
Mesmo com novas declarações agressivas do presidente Trump, os mercados demonstram cautela, esperando que as negociações evitem uma escalada maior do conflito. A busca por um acordo tem sido acompanhada de perto, já que o desfecho pode influenciar diretamente a estabilidade nos preços de commodities e a dinâmica financeira global.
Em resumo, o início da semana no mercado financeiro é marcado pela atenção ao cenário geopolítico no Oriente Médio e seus efeitos no dólar, petróleo e índices acionários, além dos impactos esperados no Brasil em termos de inflação e custos para consumidores e empresas.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com