Ricky Martin apareceu sentado em uma cadeira de

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Ricky Martin apareceu sentado em uma cadeira de plástico no show do intervalo do Super Bowl, nos Estados Unidos, em fevereiro de 2024, ilustrando a presença global da cadeira monobloco, um móvel popular fabricado em uma única peça de plástico. A cadeira, que se tornou um ícone do design industrial, é usada em todo o mundo devido à sua durabilidade, baixo custo e versatilidade.

A cadeira monobloco é produzida em geral com polipropileno, um termoplástico injetado em moldes a alta temperatura. O processo permite fabricação rápida e em massa, além de cores variadas. Seu design ergonômico e leveza facilitaram o uso em diferentes ambientes, desde praias até eventos sociais e espaços públicos.

O conceito de cadeiras fabricadas em peça única surgiu na década de 1920, inicialmente com madeira laminada e chapas metálicas. O avanço do plástico em 1946 possibilitou o primeiro protótipo empilhável, criado pelo canadense Douglas Colborne Simpson, em colaboração com o engenheiro James Donahue, mas ele não foi comercializado.

Entre as décadas de 1950 e 1960, designers como Verner Panton e Joe Colombo desenvolveram modelos avançados em termoplásticos que se tornaram referência no design de interiores e colecionáveis. No entanto, esses móveis ainda eram caros para produção em massa.

Em 1972, o engenheiro francês Henry Massonet criou a Fauteuil 300, uma cadeira de plástico que poderia ser fabricada em apenas dois minutos, o que reduziu significativamente custos. A empresa Stamp comercializou o modelo, mas sua popularização foi prejudicada pela crise do petróleo de 1973 e pelas primeiras preocupações ambientais contra o uso de plástico.

Massonet não patenteou seu produto, o que abriu espaço para que outras empresas reproduzissem e adaptassem o projeto. Na década de 1980, o grupo francês Grosfillex conseguiu reduzir ainda mais os custos, tornando a cadeira acessível a um público muito maior e impulsionando sua difusão global.

A cadeira monobloco gerou debates devido à sua presença massiva. Críticos a associam à vulgaridade, cultura do descartável e impacto ambiental negativo. Em Basileia, na Suíça, chegou a ser proibida em espaços públicos por dez anos, devido à preocupação com a estética urbana.

Por outro lado, defensores valorizam sua funcionalidade, economia e facilidade de empilhamento. Muitas vezes ela é reparada, transformada e adaptada, especialmente em países onde seu valor é maior. Em regiões rurais ou bairros humildes, cadeiras quebradas são comuns e reforçam o uso prolongado do móvel.

O custo estimado da cadeira monobloco é de cerca de US$ 3 para fabricação, sendo vendida por aproximadamente US$ 10 em muitos mercados. Sua popularidade e baixo custo a tornam praticamente onipresente, do Marrocos à China, da Argentina à Europa. Ela aparece em diversas situações sociais e culturais, reforçando sua posição no cotidiano global.

A cadeira também ganhou significado simbólico. O artista porto-riquenho Bad Bunny escolheu a monobloco para ilustrar a capa do álbum “Debí Tirar Más Fotos”, destacando a conexão emocional e social que o objeto estabelece com tantas pessoas.

Especialistas como Paola Antonelli, diretora do departamento de arquitetura e design do MoMA, avaliam que a monobloco representa um “ponto de inflexão no design” por unir projeto industrial e acessibilidade. Para o teórico social Ethan Zuckerman, esse tipo de objeto atingiu um grau de perfeição que permite seu sucesso em diversos contextos culturais sem adaptações.

A cadeira monobloco, portanto, reflete diferentes realidades econômicas, culturais e ambientais. Enquanto em algumas sociedades é descartável, em outras é valorizada e mantida. Essa dualidade simboliza a complexidade do consumo e da adaptação dos objetos industriais no mundo contemporâneo.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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