O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (1º) que as Forças Armadas norte-americanas devem deixar o Irã “muito rapidamente” e que o país pode retomar ataques pontuais, se necessário. Trump também declarou que o Irã solicitou um cessar-fogo no conflito entre os dois países, embora Teerã tenha negado a informação.
O Irã mantém discurso contrário às declarações de Trump e tem reiterado a inexistência de negociações diretas com os Estados Unidos. Essa disputa de versões tem afetado o mercado internacional de petróleo, cuja cotação subiu de cerca de US$ 70 para US$ 110 durante o conflito, desencadeando uma crise energética global.
A primeira postagem de Trump sobre possíveis negociações provocou uma queda rápida de quase US$ 15 no preço do barril. Mesmo com a tensão permanecendo, a simples esperança de um acordo influencia a volatilidade do mercado, conforme explica o economista-chefe da Suno Research, Gustavo Sung.
Declarações que indicam negociações ou tréguas reduzem a apreensão dos investidores e aliviam o receio sobre o transporte de petróleo no Estreito de Ormuz. Para Sung, “a expectativa de que as tensões diminuam já é suficiente para que os preços caiam imediatamente”, ainda que não haja mudanças concretas na produção ou distribuição.
O impacto da guerra no preço do petróleo reverbera na economia mundial, afetando custos de combustíveis, transporte e geração de energia, inclusive no Brasil. Em 9 de março, após uma declaração de Trump de que o conflito poderia estar “praticamente concluído”, o preço do barril Brent caiu de US$ 98,96 para US$ 87,8. A queda foi revertida no dia seguinte, quando autoridades iranianas desmentiram qualquer cessar-fogo e negaram negociações.
A disputa de versões mantém o mercado em constante ajuste, alternando entre expectativas de trégua e riscos de agravamento do conflito. Segundo o analista Pedro Galdi, da AGF, esse cenário alimenta movimentos especulativos que mantêm o preço do petróleo elevado.
Javier Blas, colunista da Bloomberg, descreve a estratégia de Trump como “jawboning”, termo que designa a tentativa de influenciar os mercados por meio de discursos públicos. O “jawboning” ajuda a conter pânico e a manipular o comportamento dos investidores, segundo Blas.
Bassam Fattouh, diretor do Oxford Institute for Energy Studies (OIES), afirma que a administração americana tem adotado fluxos de informação e mensagens para intervir no mercado. Ele observa que essas estratégias, embora aumentem a volatilidade, visam atenuar os impactos econômicos da guerra no curto prazo.
Medidas tradicionais para conter crises no petróleo, como a liberação de estoques estratégicos ou imposição de sanções, têm limitações e fazem efeito somente a médio e longo prazo.
A dinâmica de informação contraditória entre EUA e Irã, somada à estratégia política de Trump, mantém os preços do petróleo sob forte influência da especulação, enquanto as negociações diretas entre os dois países permanecem obscuras.
A instabilidade na região segue sendo um fator central para a oscilação dos preços e para a percepção dos mercados globais sobre a segurança do fornecimento de petróleo.
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Fonte: g1.globo.com
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