Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta apresentam o show “Bicudos dois” no Teatro Ipanema, no Rio de Janeiro, desde 17 de dezembro de 2025, com última apresentação em 31 de março de 2026. O espetáculo traz uma mistura de samba clássico e contemporâneo, mexendo com a tradição do “telecoteco”, ritmo característico do tamborim, e reafirma a dupla como referência na cena musical brasileira.
O show é inspirado no álbum “Bicudos dois”, lançado em dezembro de 2025, sequência do disco “Dois bicudos” de 2004. A performance envolve cinco músicos, incluindo Marcos Thadeu na bateria e chapéu de palha, Paulino Dias na percussão, Paulo Aragão na direção musical e violão, Pedro Aragão no bandolim e violão, e Rui Alvim no clarinete e clarone.
Repertório do espetáculo mescla sambas antigos a canções recentes, evocando parceiros históricos como Francisco Alves e Mário Reis dos anos 1930. Entre as gravações do disco, o samba “É preciso discutir” (Noel Rosa, 1932) é revivido no show, assim como “Santinha” (Chico Adnet e Mario Adnet, 2022) e “Prece do jangadeiro” (Pedro Amorim, 2025).
A apresentação abre com “Doralice” (Dorival Caymmi e Antônio Almeida, 1945) e termina com o bis de “O que será de mim” (Ismael Silva, Nilton Bastos e Francisco Alves, 1931). A harmonia entre as vozes dos cantores destaca-se, ora cantando em uníssono, ora em molduras que lembram duelos vocais, como em “Desafio do malandro” (Chico Buarque, 1985).
O show inclui elementos de interação entre Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta, que apresentam diálogos informais, incluindo uma breve conversa sobre futebol antes da interpretação da marcha “Hino do Canto do Rio” (Lamartine Babo, 1950). A performance vocal e o entrosamento foram ressaltados ao longo do espetáculo.
A instrumentação inclui toques singulares, como o uso do chapéu de palha percutido na bateria, especialmente notado em “Seja breve” (Noel Rosa, 1935). A combinação desses elementos reforça o estilo do samba-choro em músicas como “O que vier eu traço” (Alvaiade e Zé Maria, 1945).
Além das canções do disco “Bicudos dois”, a dupla apresenta clássicos que ampliam o repertório, como “Falso patriota” (Victor Simon e David Raw, 1953) e “Cosme e Damião” (Wilson Baptista e Jorge de Castro, 1955). Também foram incluídas interpretações de “Foi uma pedra que rolou” (Pedro Caetano, 1940) e “Canção para inglês ver” (1931), esta última ligada ao projeto “Lamartiníadas” (2005), dedicado à obra de Lamartine Babo.
“Bicudos dois” mantém o espírito do álbum e reforça a conexão da dupla com a tradição do samba brasileiro, destacando tanto a perícia vocal dos cantores quanto a qualidade dos arranjos musicais. O show integra a programação do projeto “Terças no Ipanema”, que tem atraído público no Teatro Ipanema por meio da curadoria de Flávia Souza Lima.
A resposta do público e a execução técnica indicam que “Bicudos dois” confirma Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta como interlocutores contemporâneos do samba clássico, mantendo viva uma estética e uma forma históricas da música brasileira. O espetáculo reforça o valor da pesquisa sonora e do resgate cultural na produção musical atual.
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Fonte: g1.globo.com
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