As contas do setor público consolidado registraram um

As contas do setor público consolidado registraram um superávit primário de R$ 16,4 bilhões em fevereiro, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (31). O resultado reflete a diferença entre as receitas fiscais e as despesas do governo, desconsiderando o pagamento de juros da dívida pública.

Em comparação com fevereiro do ano passado, houve melhora no saldo primário, que foi de R$ 19 bilhões em 2025. No entanto, o desempenho dos segmentos do setor público foi desigual no mês: o governo federal apresentou déficit de R$ 29,5 bilhões, estados e municípios tiveram superávit de R$ 13,7 bilhões, enquanto as empresas estatais registraram déficit de R$ 568 milhões.

No acumulado dos dois primeiros meses de 2026, as contas do setor público consolidado alcançaram superávit primário de R$ 87,3 bilhões, equivalente a 4,23% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse valor mantém relativa estabilidade na comparação com os R$ 85,1 bilhões registrados no mesmo período de 2025 (4,36% do PIB).

Somente o governo federal obteve superávit de R$ 53,7 bilhões na parcial deste ano, contra R$ 54,6 bilhões no mesmo intervalo do ano passado. A meta fiscal para 2026 prevê saldo positivo de 0,25% do PIB, aproximadamente R$ 34,3 bilhões, com tolerância de 0,25 ponto percentual para variações.

O arcabouço fiscal implementado em 2023 permite que despesas de até R$ 63,5 bilhões sejam excluídas do cálculo da meta, possibilitando o uso desses recursos para pagar precatórios e outras despesas judiciais e sociais.

Ao incluir os juros da dívida pública, calculados no conceito de resultado nominal, o setor público apresentou déficit de R$ 100,6 bilhões em fevereiro. No acumulado dos 12 meses até fevereiro, o déficit nominal chegou a R$ 1,09 trilhão, ou 8,5% do PIB.

Esse resultado nominal é acompanhado por agências de classificação de risco e investidores internacionais, pois influencia a nota de crédito do país. O resultado mensal é impactado pelos juros básicos da economia (Selic), atuação do Banco Central no câmbio e outras variáveis.

A taxa Selic está atualmente em 14,75% ao ano, patamar considerado elevado para o mercado. As despesas com juros nominais totalizaram R$ 1,03 trilhão nos 12 meses até fevereiro, o equivalente a 8,1% do PIB, segundo dados do Banco Central.

Em resumo, apesar do superávit primário, o setor público brasileiro enfrenta crescimento da dívida em relação ao PIB, com impacto significativo dos encargos financeiros sobre as contas públicas.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

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