Economia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou
  • Publishedmarço 26, 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, em evento em São Paulo, a nomeação de Dario Durigan como novo ministro da Fazenda, substituindo Fernando Haddad, que deixou o cargo para disputar o governo de São Paulo. Durigan assume em um contexto de alta nos preços do diesel, guerra no Oriente Médio e ano eleitoral, com o desafio de manter o equilíbrio fiscal e a previsibilidade econômica.

Dario Durigan, ex-subsecretário e ex-número dois da Fazenda, foi indicado pelo próprio Lula para dar continuidade à agenda fiscal já estabelecida por Haddad. A reação inicial do mercado foi positiva, já que o economista tem experiência técnica e acompanhou de perto as medidas recentes da pasta.

Especialistas afirmam que o principal foco de Durigan será manter as contas públicas sob controle em um ano de pressão política, especialmente diante dos desafios impostos pela guerra que eleva os preços do petróleo e do diesel. A alta no combustível pode pressionar a inflação e impactar os custos do transporte.

Durigan tem passagens pela Advocacia-Geral da União e pelo setor privado, e participou da reestruturação tributária e da renegociação da dívida dos estados. Agora, ele precisa evitar novos aumentos da inflação e garantir o cumprimento das metas fiscais sem causar instabilidade no mercado.

A política fiscal brasileira se baseia em um arcabouço que limita o crescimento real das despesas públicas a 2,5% ao ano, o que restringe a margem para investimentos e gastos discricionários neste ano. O novo ministro deverá trabalhar dentro dessas limitações, controlando os gastos para não comprometer a sustentabilidade fiscal.

Além disso, o sistema fiscal atual enfrenta sinais de desgaste, principalmente por depender do aumento da arrecadação. A partir de 2027, está prevista uma discussão sobre um novo modelo fiscal, tema que deverá ganhar força no debate eleitoral. Durigan deve participar dessas conversas, mas sem protagonismo político significativo.

A capacidade política de Durigan para liderar reformas estruturais é avaliada como restrita. A fragmentação do Congresso e o calendário eleitoral tendem a limitar a tramitação de pautas econômicas mais complexas. Propostas como a redução da jornada de trabalho (PEC do 6×1) e o imposto seletivo sobre produtos nocivos enfrentam resistência e têm perspectivas reduzidas de avanço neste momento.

No campo dos combustíveis, o governo propôs um subsídio aos importadores de diesel para conter o preço nas bombas até o fim de maio. Essa medida prevê o pagamento de R$ 1,20 por litro, rateado entre União e estados, buscando evitar impactos maiores na inflação e no custo do transporte.

O mercado espera que Durigan mantenha a previsibilidade fiscal e conduza o ministério com foco na continuidade. Ainda assim, especialistas alertam para o desafio de equilibrar as pressões por medidas imediatas, típicas de anos eleitorais, sem abrir mão da responsabilidade fiscal.

Em suma, Dario Durigan assume a Fazenda como um nome técnico e voltado para a manutenção das diretrizes vigentes. Seu desempenho será observado principalmente na condução da política fiscal em 2024 e na condução das negociações políticas para o futuro do arcabouço fiscal a partir de 2027, num cenário que mistura limitações políticas e incertezas externas.

Palavras-chave relacionadas para SEO:
Dario Durigan, ministro da Fazenda, Lula, Fernando Haddad, contas públicas, inflação, diesel, guerra no Oriente Médio, arcabouço fiscal, política fiscal, ano eleitoral, subsídio diesel, mercado financeiro, reforma tributária, governo federal, PEC do 6×1, imposto seletivo, custo do combustível.

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

Leave a Reply