O Banco Central informou nesta terça-feira (24) que

O Banco Central informou nesta terça-feira (24) que a guerra no Oriente Médio agravou as perspectivas para a inflação no Brasil, devido ao aumento no preço do petróleo e seu possível repasse aos combustíveis, o que exige a manutenção de uma política de juros restritiva. A avaliação consta na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano.
Esse foi o primeiro corte da taxa Selic em quase dois anos, mas, ao contrário da reunião de janeiro, o Copom não deu indicações sobre futuros cortes ou ajustes. O Banco Central destacou que a prioridade é garantir a convergência da inflação à meta estabelecida, definindo a magnitude e a duração do ciclo de juros conforme novas informações forem avaliadas.
O Copom mantém a visão de uma inflação pressionada pela demanda, que exige uma política monetária contracionista, embora reconheça que a atual política tem contribuído para a desaceleração da inflação. A instituição trabalha com base em um sistema de metas de inflação, que desde 2025 está fixada em 3%, com uma margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
Como a inflação acumula seis meses consecutivos acima da meta até junho, o Banco Central divulgou uma carta pública explicando os motivos. A decisão sobre a taxa Selic considera projeções futuras de inflação, pois os efeitos completos das mudanças na taxa levam de seis a 18 meses para se refletirem na economia. Atualmente, o foco está na meta para o terceiro trimestre de 2027.
O Banco Central também ressaltou que o ambiente externo se tornou mais incerto devido ao aumento dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio. Esse contexto exige cautela por parte de países emergentes, diante da elevação da volatilidade nos preços de ativos e commodities.
Internamente, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no último trimestre de 2025, que resultou em alta de 2,3% no ano, mostra uma desaceleração da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho mantém-se resiliente, segundo o BC.
Sobre a política fiscal, a autoridade monetária afirmou que os gastos públicos têm impacto de curto prazo principalmente por meio do estímulo à demanda agregada. Em longo prazo, a política fiscal pode influenciar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida pública, afetando o prêmio a termo da curva de juros, ou seja, elevando as taxas futuras.
O Banco Central reafirmou seu compromisso com o controle da inflação, reforçando que as decisões sobre a taxa de juros serão ajustadas conforme novas informações e o cenário econômico evolua.
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Fonte: g1.globo.com
Fonte: g1.globo.com