A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) anunciou na segunda-feira (23) a proibição da importação de novos modelos de roteadores fabricados no exterior, citando preocupações de segurança cibernética. A medida tem como principal foco a China, que detém cerca de 60% do mercado americano de roteadores domésticos, essenciais para conectar dispositivos à internet.
A ordem da FCC não afeta os roteadores já importados ou utilizados no país, mas impede a entrada de aparelhos lançados a partir da data da determinação. A decisão é baseada em uma análise da Casa Branca que classificou os equipamentos importados como um “grave risco de segurança cibernética” capaz de comprometer infraestruturas críticas dos EUA.
Segundo o comunicado, agentes mal-intencionados têm explorado vulnerabilidades em roteadores estrangeiros para atacar redes residenciais, interromper serviços, espionar usuários e roubar propriedade intelectual. O documento cita ataques como Volt, Flax e Salt Typhoon, atribuídos a grupos hackers chineses, sendo o último identificado como responsável por invasões em sistemas de e-mail de assessores do Congresso dos EUA.
A proibição inclui exceções para dispositivos específicos que o Pentágono considera sem riscos inaceitáveis para a segurança nacional. A iniciativa segue outras restrições já aplicadas a equipamentos chineses, como a proibição de importação de novos modelos de drones adotada pela FCC em dezembro.
Parlamentares americanos, como o deputado John Moolenaar, presidente republicano do comitê especial da Câmara para assuntos relacionados à China, expressaram apoio à medida. Moolenaar afirmou que a decisão protege o país contra ataques cibernéticos e reforça a exclusão de tecnologia chinesa da infraestrutura crítica americana.
A Embaixada da China em Washington não se pronunciou imediatamente sobre a nova proibição.
A fabricante TP-Link Systems, com sede na Califórnia e origem chinesa, enfrenta ações legais no Texas desde fevereiro por supostamente comercializar roteadores de forma enganosa e permitir acessos do governo chinês a dispositivos de consumidores americanos. A empresa negou vínculos com o governo chinês e disse que defenderá sua reputação.
Fontes indicam que o governo anterior de Donald Trump havia suspendido uma proposta de proibição sobre a venda doméstica de equipamentos da TP-Link antes da nova restrição da FCC. A decisão reforça o contexto das preocupações americanas com a segurança em relação a tecnologias estrangeiras.
Em síntese, a medida da FCC visa minimizar ameaças potenciais à segurança cibernética americana, restringindo a entrada de novos roteadores estrangeiros que possam comprometer a integridade das redes essenciais do país.
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Fonte: g1.globo.com
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