Roteadores posicionados ou desatualizados provocam lentidão

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Problemas com a conexão Wi-Fi em residências podem estar ligados à posição do roteador, à tecnologia utilizada ou ao número de aparelhos conectados. Identificar as causas e aplicar soluções pode melhorar a velocidade e ampliar o sinal em diferentes ambientes da casa.

O primeiro passo é realizar um teste de velocidade da rede por meio de serviços como Fast.com e Speedtest.net, que medem as taxas de download e upload. A velocidade obtida deve se aproximar do valor contratado junto à operadora. Se o sinal for forte próximo ao roteador, mas fraco em áreas afastadas, a posição do aparelho pode precisar de ajuste ou substituição por modelos mais modernos.

A quantidade de dispositivos conectados também influencia no desempenho da rede. Roteadores antigos têm limitações para suportar vários equipamentos simultaneamente, o que pode ocasionar lentidão para todos. Aplicativos como Wi-Fi Analyzer mostram quais dispositivos estão conectados, e desligar o Wi-Fi em aparelhos não utilizados pode melhorar a conexão.

A localização do roteador é outro fator relevante. Posicionar o equipamento em locais abertos, longe de móveis ou armários, ajuda na propagação do sinal. Especialistas recomendam evitar esconder o roteador para reduzir obstruções que comprometem a qualidade da rede.

Além disso, a compatibilidade do roteador com o plano contratado deve ser verificada. Modelos básicos utilizam portas Fast Ethernet, com limite de até 100 megabits por segundo, o que pode ser insuficiente para conexões mais rápidas. Roteadores com padrão Gigabit Ethernet suportam até 1 gigabit por segundo e são indicados para garantir o desempenho da internet.

Caso as dificuldades persistam, migrar para tecnologias mais recentes, como Wi-Fi 6, Wi-Fi 7 ou sistemas mesh, pode solucionar problemas de travamento e ampliar a capacidade da rede doméstica. O Wi-Fi 6 oferece maior velocidade e baixa latência em relação ao Wi-Fi 5, enquanto o Wi-Fi 7, já disponível no mercado, opera com três bandas de frequência para otimizar o tráfego de dados.

Redes mesh utilizam múltiplos módulos que distribuem o sinal uniformemente pela casa, eliminando pontos cegos. Esses sistemas possibilitam a conexão de muitos dispositivos simultaneamente, mantendo a qualidade do sinal em diferentes ambientes. O número de módulos necessários depende do tamanho da área e das barreiras físicas no local.

Para jogadores online, roteadores específicos com suporte a Wi-Fi 6 e 7 ajudam a reduzir a latência, proporcionando respostas mais rápidas durante o jogo. A latência representa o tempo para que dados sejam enviados e recebidos, sendo medida em milissegundos; valores menores indicam melhor desempenho.

Dispositivos antigos podem se conectar a roteadores com as novas tecnologias, mas para aproveitar todos os benefícios é necessário que os aparelhos também sejam compatíveis com os padrões Wi-Fi atuais.

No mercado brasileiro, os preços dos roteadores tradicionais variam entre R$ 180 e R$ 1.700, enquanto os dispositivos com tecnologia mesh custam entre R$ 530 e R$ 1.600. Modelos populares incluem Intelbras Twibi Force AX 1500, TP-Link Deco X50 AX3000, Huawei Mesh X1 Pro, além de roteadores tradicionais como Huawei AX2S e TP-Link Archer AX72.

A melhoria da rede Wi-Fi em casa depende da análise do desempenho atual, reposicionamento do roteador, atualização dos equipamentos e possível adoção de soluções mais avançadas. Monitorar os dispositivos conectados e evitar interferências físicas também contribuem para uma experiência melhor de internet em todos os cômodos.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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