No segundo dia do Lollapalooza 2026, em São Paulo, fãs

No segundo dia do Lollapalooza 2026, em São Paulo, fãs transformaram a fila para entrada no Autódromo de Interlagos em uma celebração da cultura drag, inspirada pela cantora norte-americana Chappell Roan, que se apresentava pela primeira vez no Brasil. O evento ocorreu na manhã de sábado (21), antes da abertura dos portões, com o público exibindo maquiagens, roupas e uma estética teatral que destacava referências ao universo drag.
Chappell Roan tem atraído atenção principalmente entre jovens, mulheres e integrantes da comunidade LGBTQIA+, que encontram em sua obra um meio de expressão e aceitação da sexualidade. Sua performance no festival é marcada por um visual medieval elaborado e figurinos que reforçam a teatralidade do show. A cantora é reconhecida tanto pela sua música quanto pelo engajamento em causas sociais relacionadas à comunidade queer.
Entre os fãs, a estudante Julia da Rocha, de Curitiba, destaca o impacto pessoal da artista. Julia chegou ainda de madrugada e encarou a fila após dormir apenas duas horas, para garantir um bom lugar no show. “Ela me fez me descobrir como uma pessoa queer”, disse. Julia também mencionou a representatividade da cantora como mulher drag, algo pouco visto no cenário musical.
A jovem carioca Marina Serra, de 19 anos, compartilhou a percepção sobre a importância da autenticidade de Chappell Roan. “Ela está revolucionando a área artística sendo autêntica e sendo uma drag queen, mesmo sendo mulher”, afirmou, ressaltando o conforto que encontrou para assumir sua sexualidade.
A influência da estética drag estava presente em muitos espectadores que aguardavam para entrar no festival, com destaque para maquiagens marcantes, brilho e cores vibrantes. Para muitos, esse visual representa mais que um estilo; é um gesto político e uma forma de estreitar a sensação de pertencimento.
Os jovens Pedro Aluísio, de 19 anos, e Karol Pelágio, de 18, também viajaram motivados pela artista. Pedro ressaltou o comprometimento de Roan com suas causas, enquanto Karol destacou a importância da presença de uma artista lésbica que apoia movimentos sociais.
Além da representatividade estética e social, a cantora tem feito discursos públicos em defesa da comunidade LGBTQIA+ e apoia iniciativas em prol da população queer nos locais por onde se apresenta, reforçando sua imagem como uma voz ativa dentro do cenário musical contemporâneo.
Na programação do Lollapalooza neste sábado, além de Chappell Roan, outras atrações se destacaram, como o DJ Skrillex, que encerrou o dia no palco Samsung Galaxy com seu set de dubstep. O cantor escocês Lewis Capaldi também esteve presente no palco principal, enquanto o grupo de rap Cypress Hill integrou o line-up do festival.
O Lollapalooza 2026 ainda trouxe uma estreia do k-pop com o grupo Riize e apresentações do duo alemão de techno Brutalismus 3000, agregando diversidade de gêneros e povos ao evento.
A transmissão ao vivo do festival foi realizada pelo Globoplay, permitindo acesso remoto às principais apresentações e debates sociais presentes na programação.
A programação completa do segundo dia do festival incluía, no Palco Budweiser, nomes como Jadsa, Agnes Nunes, Marina, Lewis Capaldi e Chappell Roan. No Palco Samsung Galaxy, passaram Hurricanes, Varanda, Foto em Grupo, Cypress Hill e Skrillex. No Palco Flying Fish, Artur Menezes, Cidade Dormitório, The Warning, TV Girl e Riize apresentaram-se. Já no Palco Perry’s, se apresentaram Blackat, Marcelin o Brabo, Crizin da Z.O., Febre90s, N.I.N.A, Hamdi, 2hollis + Rommulas, Mu540 e Brutalismus 3000.
O Lollapalooza 2026 manteve, assim, seu papel de palco para manifestações culturais diversas, destacando a importância da representatividade e do engajamento social na música contemporânea.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com