O Irã avalia cobrar taxas de navios que atravessam o

O Irã avalia cobrar taxas de navios que atravessam o Estreito de Ormuz, segundo um parlamentar iraniano nesta quinta-feira (1). A iniciativa busca transformar em receita o controle estratégico da passagem marítima, por onde circula cerca de um quinto do petróleo e gás liquefeito comercializados mundialmente.
O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é uma rota vital para o transporte energético global. Desde o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, Teerã tem restringido o tráfego marítimo para embarcações com supostas ligações a seus adversários e aliados.
Segundo a “Iranian Students’ News Agency”, o Congresso iraniano analisa um projeto que prevê a cobrança de pedágios de países que utilizam a rota para o transporte de produtos como energia e alimentos. A medida visa formalizar e ampliar o controle do Irã sobre a navegação no estreito.
Mohammad Mokhber, assessor do líder supremo iraniano, afirmou que um “novo regime para o Estreito de Ormuz” será implementado ao fim do conflito atual. Esse regime permitiria impor restrições e taxas a nações que adotaram sanções contra Teerã.
“Ao usar a posição estratégica do Estreito de Ormuz, podemos sancionar o Ocidente e impedir que seus navios passem por essa via”, declarou Mokhber à agência Mehr News Agency. A declaração reforça a intenção iraniana de usar o controle da passagem como instrumento de pressão política e econômica.
A movimentação ocorre em meio a tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e o Irã, que afetam a segurança e a livre navegação no estreito. O governo norte-americano, por sua vez, já sinalizou que não depende de terceiros para garantir a reabertura da rota caso o Irã a bloqueie.
Analistas avaliam que a possível cobrança de taxas pode aumentar os custos para o transporte marítimo global e afetar os preços do petróleo. O Estreito de Ormuz continua sendo um ponto sensível no contexto internacional, dada sua importância para o abastecimento energético mundial.
O contexto atual reforça a relevância estratégica da passagem, que tem sido alvo frequente de disputas políticas e militares na região. Qualquer alteração no status quo do Estreito de Ormuz pode ter repercussões globais, especialmente para os mercados de energia.
Enquanto o projeto é discutido internamente, países que dependem do petróleo e gás transportados pelo estreito observam com atenção os desdobramentos dessa possível mudança na gestão da rota. O futuro do Estreito de Ormuz permanece incerto diante das tensões regionais e da busca do Irã por maior controle e receita.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com