Matheus Tavares conseguiu seu primeiro emprego formal aos

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Matheus Tavares conseguiu seu primeiro emprego formal aos 27 anos em uma empresa de São Paulo, gerando debate sobre idade e mercado de trabalho. A publicação em sua conta na rede social X (antigo Twitter) viralizou, ultrapassando 2 milhões de visualizações em poucas horas, e abriu discussões sobre trajetórias profissionais atípicas no Brasil.

O post original anunciava a conquista do primeiro emprego, ainda que Matheus nunca tenha parado de trabalhar, especialmente em ocupações informais. Ele esclareceu posteriormente que se referia ao primeiro vínculo com uma empresa, mesmo fora do regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), por meio de um contrato como pessoa jurídica (PJ). Matheus já passou por funções como office-boy, motoboy, garçom, vendedor, corretor, mecânico e empreendedor em pequenos negócios.

O economista Bruno Imaizumi destaca que o atual cenário do mercado de trabalho no país está mais aquecido, com queda no desemprego, e observa o avanço gradual da formalização, embora ainda distante do ideal. Ele cita o envelhecimento da população e o aumento do tempo dedicado aos estudos como fatores que modificam a noção tradicional de início de carreira.

Professor Edgard Rodrigues enfatiza que as trajetórias profissionais estão cada vez menos lineares e que não há uma idade certa para começar um emprego formal. “O momento de entrada não define o potencial do profissional”, afirma. Daniel Consani, CEO do Top RH, reforça que o mercado já reconhece que mudanças de área e formatos variados de trabalho são comuns. A preparação atual do candidato é o principal critério.

A história de Matheus também evidencia obstáculos enfrentados por quem atua na informalidade ou fora da CLT, como dificuldade em processos seletivos e reconhecimento da experiência prática. Ele relata terem impedido seu avanço em entrevistas antes mesmo de contato com gestores técnicos. Rodrigues explica que empresas mais modernas já adotam critérios que valorizam competências reais, independentemente do vínculo formal.

Para se destacar, profissionais precisam traduzir experiências informais em resultados e competências que interessam ao mercado. Consani defende que habilidades adquiridas em trabalhos como PJ, freelancer ou em aplicativos, como autonomia e gestão de tempo, podem ser vantajosas quando bem apresentadas. Mostrar impacto e resultados concretos facilita essa comunicação.

Apesar da ampliação da aceitação de perfis diversos, especialistas alertam que preconceitos ainda existem, principalmente em setores conservadores. No entanto, a tendência é que novas gerações reduzam essas barreiras. Rodrigues ressalta que não basta ter experiência; é necessário organizá-la e comunicá-la de forma eficaz. Consani reforça que o essencial é o que foi construído dentro do tempo trabalhado, não a duração ou o momento de início da carreira.

O caso de Matheus reúne questões atuais do mercado brasileiro, marcado por alta informalidade e mudanças demográficas. Sua trajetória contribui para esclarecer transformações no conceito de trabalho e reforça o debate sobre diversidade de caminhos profissionais no país.

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Fonte: g1.globo.com

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Fonte: g1.globo.com

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