Economia

O Brasil manteve o segundo maior juro real

O Brasil manteve o segundo maior juro real
  • Publishedmarço 18, 2026

O Brasil manteve o segundo maior juro real do mundo em junho de 2024, após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzir a taxa Selic de 15% para 14,75% ao ano, na quarta-feira (18). A decisão ocorreu em meio a incertezas inflacionárias e preocupações com os gastos do governo.

O juro real é calculado pela taxa nominal de juros descontada da inflação esperada para os próximos 12 meses. Segundo levantamento do MoneYou, o juro real brasileiro ficou em 9,51% após o corte da Selic.

A liderança do ranking mundial de juros reais passou da Rússia para a Turquia, que registrou taxa de 10,38%. A Rússia caiu para a terceira posição, com juros reais de 9,41%. A Argentina manteve a quarta colocação, mesmo após o choque econômico recente sob o governo de Javier Milei.

O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros pela primeira vez desde maio de 2024, encerrando um ciclo de cinco reuniões consecutivas em que a Selic foi mantida. A decisão busca responder ao cenário econômico atual, marcado por incertezas inflacionárias agravadas pelo conflito no Oriente Médio.

Nos juros nominais, que não descontam a inflação, o Brasil ocupa o quarto lugar mundial com a taxa de 14,75%. A lista é liderada pela Turquia (37%), seguida pela Argentina (29%) e Rússia (15,5%). Outros países com juros nominais elevados incluem Colômbia, México e África do Sul.

O relatório do MoneYou destaca que o Brasil enfrenta um cenário de inflação ainda volátil, combinado com desafios fiscais e a influência externa decorrente da guerra no Oriente Médio. Essas condições dificultam uma recuperação econômica mais estável e a redução mais rápida dos juros.

A taxa Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação e estimular ou frear a atividade econômica. A redução do juro básico indica um leve alívio na política monetária, mas o Brasil permanece com uma das taxas reais de juros mais altas do mundo.

A manutenção dos juros elevados reflete a prioridade do Banco Central em conter a inflação, mesmo diante das pressões para estimular o crescimento econômico. A perspectiva para os próximos meses depende da evolução dos indicadores inflacionários e do cenário fiscal do país.

Em resumo, o Brasil continua com juros reais elevados em contexto de decisões cautelosas do Banco Central. A nova redução da taxa Selic abre espaço para monitoramento da inflação e do impacto da política monetária na economia nacional. O país mantém posição de destaque entre as maiores taxas de juros do mundo, atrás apenas da Turquia.

Palavras-chave relacionadas: juros reais, taxa Selic, Banco Central, Copom, inflação, política monetária, Brasil, juros nominais, guerra no Oriente Médio, economia brasileira

Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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