Economia

O conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo

O conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo
  • Publishedmarço 7, 2026

O conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo em quase 30% nesta semana, com o barril do Brent chegando a US$ 92,69 nesta sexta-feira (6), devido à interrupção do tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica para cerca de 20% do petróleo comercializado mundialmente.

O petróleo americano West Texas Intermediate (WTI) fechou a semana cotado a US$ 90,90, um avanço de mais de 12% em um único dia e 35,63% no acumulado da semana. Desde o início do ano, o preço do barril já subiu mais de US$ 30, refletindo o aumento do risco geopolítico aliado a impactos concretos na oferta global.

A escalada do conflito começou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigir a “rendição incondicional” do Irã. O país, um dos maiores produtores de petróleo do mundo, viu sua região no Golfo Pérsico afetada diretamente com paradas quase totais no tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz.

Cerca de 300 embarcações estão paradas na região aguardando condições seguras para continuar suas viagens. Ataques atingiram também navios que transportam petróleo, elevando as tensões marítimas. Além disso, o Irã lançou uma nova série de mísseis contra Israel, liderando a população civil a buscar abrigo, enquanto tentativas diplomáticas em Washington fracassaram em cessar os ataques americanos.

Um submarino dos EUA afundou um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka, resultando em pelo menos 80 mortes. Sistemas de defesa aérea da Otan interceptaram um míssil iraniano que seguia em direção à Turquia, ampliando a dimensão do conflito.

No cenário energético, o Iraque já reduziu sua produção em cerca de 1,5 milhão de barris por dia, enfrentando dificuldades logísticas para armazenamento e exportação. Caso o bloqueio no Estreito de Ormuz persista, cerca de 3,3 milhões de barris diários podem deixar de abastecer os mercados internacionais.

A China determinou que suas principais refinarias suspendam exportações de diesel e gasolina, enquanto os Estados Unidos autorizaram temporariamente o fornecimento de petróleo russo à Índia, mesmo em meio a sanções. O Catar declarou força maior nas exportações de gás natural liquefeito após ataques a suas instalações, prevista para se normalizar somente em cerca de um mês.

Para mitigar os riscos, o governo americano anunciou que a Marinha dos EUA poderá escoltar navios comerciais pelo Estreito de Ormuz. Especialistas, entretanto, avaliam que o tráfego dificilmente retomará os níveis anteriores no curto prazo.

A alta do petróleo já gera preocupação quanto aos efeitos econômicos globais. Segundo Fabrício Tonegutti, especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a elevação dos preços do barril impacta diretamente os custos da energia no Brasil, mesmo o país sendo produtor.

Segundo ele, o aumento inicia-se nos preços dos combustíveis, que influenciam o frete e, por consequência, o custo de alimentos e produtos em geral. Esse efeito, comenta Tonegutti, tende a pressionar a inflação e chegar aos consumidores em algumas semanas.

A continuidade da alta dependerá da evolução do conflito. A redução das tensões pode levar à queda dos preços, enquanto a persistência das hostilidades pode levar o barril de petróleo a se aproximar da marca de US$ 100.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

Written By
Caio Marcio

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