Modelos antigos de iPhone estão vulneráveis a um

Modelos antigos de iPhone estão vulneráveis a um ataque cibernético que pode roubar dados financeiros, alertou o Google em 3 de dezembro de 2025. O ataque, realizado por um kit de exploração chamado Coruna, afeta dispositivos com iOS de 13.0 a 17.2.1, versões lançadas entre setembro de 2019 e dezembro de 2023.
O Coruna atua ao ser carregado em sites falsos, especialmente de apostas e criptomoedas, específicos para usuários de iPhone. Após a infecção, o kit busca contornar as proteção do sistema e instala o PlasmaLoader, um componente que procura informações sensíveis como dados bancários, QR codes e frases de recuperação de carteiras digitais.
Pesquisadores do Grupo de Inteligência de Ameaças do Google (GTIG) identificaram o Coruna em fevereiro de 2025, em ataques direcionados a partir de uma empresa de vigilância. Desde então, o kit foi usado por um grupo de espionagem russo contra alvos na Ucrânia e, mais recentemente, por golpistas chineses em sites falsos.
O Google recomenda atualizar os iPhones para versões mais recentes que não são afetadas pelo Coruna. Para isso, o usuário deve acessar “Ajustes”, depois “Geral”, e selecionar “Atualização de Software”. Caso a atualização não seja possível, a empresa orienta a ativar o Modo de Isolamento (Lockdown Mode), que aumenta a proteção contra ataques direcionados.
O Coruna explora vulnerabilidades já notificadas pela Apple em janeiro de 2024. O Google também incluiu os sites maliciosos usados nos ataques na lista do Navegação Segura do Chrome, bloqueando o acesso desses domínios para proteger usuários.
No processo de ataque, o Coruna identifica o modelo do aparelho e a versão do sistema para carregar o código adequado à invasão. O PlasmaLoader, uma vez implantado, obtém permissões avançadas para varrer o dispositivo em busca de dados financeiros armazenados no bloco de notas, imagens e outros arquivos.
Entre os dados que o PlasmaLoader procura estão expressões como “conta bancária” e informações relacionadas a carteiras de criptomoedas, incluindo frases de recuperação usadas para reativar esses ativos. Essa coleta amplia o risco de perdas financeiras para os usuários comprometidos.
Os ataques baseados no Coruna também restringem o acesso a usuários selecionados em determinadas regiões, aumentando a sofisticação da ameaça. O Google observou que a proliferação do kit sugere um mercado ativo para exploração e revenda de vulnerabilidades, com agentes de ameaça adaptando técnicas antigas a novas falhas de segurança.
Em resumo, para evitar riscos, usuários de iPhone devem manter o sistema atualizado e, quando necessário, ativar recursos de segurança adicionais como o Modo de Isolamento. Dessa forma, é possível minimizar a exposição a ataques como o Coruna, que buscam obter controle e roubar dados sensíveis em dispositivos vulneráveis.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com