Super-ricos de Dubai estão deixando a cidade devido

Super-ricos de Dubai estão deixando a cidade devido ao conflito militar na região, pagando altas quantias para garantir rotas de fuga seguras nos últimos dias. O temor é que as operações militares se prolonguem, especialmente após ataques e represálias envolvendo Irã e aliados, afetando diretamente a segurança nos Emirados Árabes Unidos.
Dubai, conhecida pelo luxo, baixa carga tributária e segurança, enfrenta interrupções no espaço aéreo, parcialmente fechado. Muitos moradores ricos têm optado por trajetos alternativos para deixar a cidade, como atravessar o deserto até Omã e de lá pegar voos internacionais para destinos considerados mais seguros. Essa saída tem sido dificultada pela limitação de voos e pelo controlado acesso a espaços aéreos da região.
Entre os que partiram está uma família turca, que pagou US$ 200 mil para voar de Omã a Genebra, após percorrer seis horas pelo deserto para escapar dos ataques recentes em Palm Jumeirah, um dos bairros mais conhecidos de Dubai. A explosão de um míssil próximo ao hotel onde moravam gerou receio e decisão rápida de deixar o país.
Desde sábado, os Emirados Árabes Unidos foram alvo de mais de 800 drones e 200 mísseis em ataques atribuídos ao Irã, que busca retaliar a ofensiva militar dos Estados Unidos e Israel que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Hosseini Khamenei. As ações atingiram aeroportos, instalações petrolíferas e outros pontos estratégicos, causando pelo menos três mortes.
Governos estrangeiros, como o Reino Unido e a Alemanha, intensificam esforços para evacuar seus cidadãos, enviando aviões a Omã para transportar pessoas que não conseguem sair diretamente dos Emirados. No entanto, para muitos residentes, especialmente os estrangeiros com alto poder aquisitivo, a partida tem sido possível apenas mediante o pagamento de quantias elevadas por voos charter privados e serviços de transporte terrestre.
Glenn Phillips, da empresa Air Charter Service, afirmou que a demanda por voos privados para evacuação aumentou nos últimos dias, sendo que as saídas mais comuns partem de Mascate, capital do Sultanato de Omã. A escassez de aeronaves disponíveis e as restrições no espaço aéreo elevaram os preços e dificultaram as operações. O congestionamento na fronteira terrestre entre Omã e Emirados pode levar a horas de espera.
Além dos voos privados, cresce a demanda por carros de luxo para sair do país, principalmente para quem consegue seguir rumo à Arábia Saudita, cujos aeroportos continuam abertos. Apesar disso, a obtenção de vistos para entrada no reino tem sido um obstáculo para parte dos evacuados.
A população estrangeira com menor poder financeiro enfrenta maiores dificuldades para deixar a região. Um britânico relatou à AFP a dificuldade de encontrar assentos em voos comerciais saindo de Omã para outras partes do mundo. A incerteza, especialmente para famílias com crianças, tem causado tensão e ansiedade.
Apesar do clima de insegurança e dos recentes ataques, muitos estrangeiros reafirmam sua ligação com Dubai e pretendem retornar quando a situação melhorar. Moradores mantêm esperança de que o conflito se encerre sem se estender por mais tempo, permitindo o retorno à rotina no país.
O cenário atual evidencia uma mudança na percepção de Dubai como um refúgio seguro na região do Golfo, afetando diretamente sua posição como polo internacional de negócios e lazer em meio à escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e aliados.
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Fonte: g1.globo.com
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Fonte: g1.globo.com