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Os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre o

Os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre o
  • Publishedfevereiro 28, 2026

Os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre o Irã com o envio de um porta-aviões e caças, elevando as tensões na região. Especialistas do mercado financeiro avaliam que o conflito pode fortalecer o dólar, provocar alta nos preços do petróleo e impactar negativamente as bolsas de valores globais.

Eventos geopolíticos entre grandes potências costumam levar investidores a buscar a segurança do dólar. A moeda americana, amplamente negociada e de fácil negociação, é vista como um ativo de proteção em momentos de incerteza. William Alves, estrategista-chefe da Avenue, explica que esse movimento é conhecido como “flight to quality” (voo para a qualidade).

A possibilidade de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do comércio mundial de petróleo, fortalece essa tendência. O risco, embora considerado baixo por Alves devido à presença militar americana na região, ainda existe. O analista destaca que o Irã possui relevância militar e pode reagir com ataques após uma eventual ação dos EUA.

O preço do petróleo também pode ser afetado pelo conflito. Como um dos maiores produtores mundiais e membro da Opep, o Irã exerce influência importante no mercado. O analista Vitor Souza, da Genial Investimentos, afirma que tensões entre produtores elevam o risco de danos às estruturas de produção, influenciando os preços.

Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, acrescenta que o bloqueio do Estreito de Ormuz pode elevar o preço do barril para cerca de US$ 80, acima dos atuais US$ 70. Ele alerta que o conflito pode gerar efeitos indiretos como aumento da inflação global e das taxas de juros, dependendo de sua intensidade e duração.

Malek Zein, analista da Suno Research, ressalta que, embora a demanda aumente em momentos de tensão, o impacto pode ser menor do que o observado na guerra entre Rússia e Ucrânia, já que o Irã enfrenta sanções significativas.

As bolsas de valores tendem a reagir negativamente diante da menor disposição dos investidores a assumir riscos. William Alves destaca que ativos considerados arriscados, como ações e investimentos em mercados emergentes, podem sofrer quedas, principalmente pela alta do petróleo e a valorização do dólar.

O estrategista considera importante acompanhar a duração do conflito e o risco de retaliações, como ataques a instalações de energia e refinarias, que podem gerar oscilações mais intensas e alterar as projeções de lucros, especialmente nos setores de petróleo e gás.

Em resumo, o aumento das tensões entre EUA e Irã pode levar à valorização do dólar, à alta nos preços do petróleo e à queda nas bolsas globais, com impactos que variam conforme a duração e a intensidade do conflito. Investidores monitoram os desdobramentos para ajustar suas estratégias diante do cenário de instabilidade.

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Fonte: g1.globo.com

Imagem: s2-g1.glbimg.com


Fonte: g1.globo.com

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Caio Marcio

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