As contas do setor público consolidado registraram superávit

As contas do setor público consolidado registraram superávit primário de R$ 103,7 bilhões em janeiro de 2026, informou o Banco Central nesta sexta-feira (27). O resultado mostra que as receitas com tributos e impostos superaram as despesas do governo no mês, abrangendo o governo federal, estados, municípios e empresas estatais.

Em comparação a janeiro de 2025, houve ligeira piora no saldo, que foi de R$ 104,1 bilhões no início do ano passado. O superávit não considera o pagamento dos juros da dívida pública, fato que diferencia a análise do resultado primário do resultado nominal.

O desempenho positivo das contas públicas no primeiro mês do ano está atrelado à concentração da arrecadação federal, que bateu recorde histórico em janeiro de 2026. A Receita Federal registrou crescimento nas receitas tributárias, o que contribuiu para o saldo primário robusto.

Apesar do superávit no consolidado das contas públicas, as empresas estatais federais apresentaram rombo de R$ 3,33 bilhões no mesmo período. Esse déficit das estatais indica que suas despesas superaram as receitas, impactando negativamente o resultado global do setor público.

O Banco Central ressaltou que o resultado positivo do setor público não eliminou o impacto negativo das estatais, que enfrentaram despesas maiores no mês. O desequilíbrio financeiro das estatais pode influenciar a gestão fiscal do governo nas próximas etapas do ano.

Os dados do Banco Central reforçam o cenário fiscal do início de 2026, marcado por superávit nas contas gerais, mas com pressão negativa das empresas públicas. As informações serão fundamentais para a formulação de políticas econômicas e ajustes orçamentários ao longo do ano.

O superávit primário sinaliza que o governo mantém controle sobre as despesas em relação às receitas, o que pode indicar maior capacidade de investir ou reduzir a dívida pública. No entanto, a situação das estatais sugere desafios operacionais ou financeiros que precisam ser monitorados.

A dinâmica das contas públicas, com superávit agregado e déficit das empresas estatais, mostra a complexidade do equilíbrio fiscal brasileiro. A continuidade da arrecadação elevada e a contenção das despesas públicas serão determinantes para o avanço fiscal em 2026.

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Fonte: g1.globo.com


Fonte: g1.globo.com

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